Para Ceib, baixa oferta no L34 não representa quebra da normalidade
Para o coordenardor da Ceib, Rodrigo Rodrigues, a baixa oferta de biodiesel no 34º Leilão não chega a ser motivo para alarme.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Para o coordenardor da Ceib, Rodrigo Rodrigues, a baixa oferta de biodiesel no 34º Leilão não chega a ser motivo para alarme.
Com uma oferta de 588,7 milhões de litros, o 34º leilão foi o mais fraco desde que os certames passaram a ser realizados de forma bimestral em dezembro de 2012. Ainda assim, Rodrigo Rodrigues não vê motivos para alarme.
Para o coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel (Ceib), o resultado do certame não chega a “constituir um ponto ‘fora da linha’”. Ao ser questionado sobre os motivos para uma redução tão repentina nos volumes colocados à venda pelas usinas – a oferta caiu mais de 20% em relação do L33 – o entrevistado lembrou que as vendas de óleo diesel no primeiro bimestre costumam ser 13,7% mais fracas que no restante do ano, o que faz do corte na oferta de biodiesel um “comportamento normal” para as usinas.
“O primeiro bimestre do ano é usualmente mais fraco em termos de demanda de diesel, o que é de pleno conhecimento da cadeia produtiva”, comentou. Ainda lembrou que apesar de algumas reclamações referentes aos preços máximos de referência fixados pela ANP, as usinas aceitaram um deságio médio de 13,3% nos valores cobrados. Segundo ele, a relação entre o preço médio do biodiesel e os preços do óleo de soja têm variado numa faixa relativamente estreita nos últimos bimestres o que aponta para uma relativa estabilidade no mercado.
Novo marco Ainda segundo o entrevistado nenhuma das mudanças registradas durante o L34 basta para dizer que há uma mudança significativa nas “tendências do setor”. Ou seja, nada leva a crer que a baixa oferta de biodiesel possa acrescentar água fria nos debates em torno do novo marco regulatório.