Contran cria tolerância sobre peso máximo no transporte de biodiesel
O Contran aprovou ontem uma proposta para a criação de uma margem de tolerância no peso máximo de caminhões carregados com biodiesel.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
Demorou um bocado, mas o Conselho Nacional do Trânsito (Contran) resolveu acatar um pleito da cadeia do biodiesel que pedia a criação de uma margem de tolerância no peso máximo dos caminhões carregados com biodiesel.
O processo vinha tramitando desde dezembro de 2011 e já foi debatida mais de uma vez ao longo desses anos todos. A decisão foi publicada no Diário Oficial de ontem (02).
Demorou um bocado, mas o Conselho Nacional do Trânsito (Contran) resolveu acatar um pleito da cadeia do biodiesel que pedia a criação de uma margem de tolerância no peso máximo dos caminhões carregados com biodiesel. O processo vinha tramitando desde dezembro de 2011 e já foi debatida mais de uma vez ao longo desses anos todos. A decisão foi publicada no Diário Oficial de ontem (02).
A proposta foi apresentada por um grupo de trabalho que reunia a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e outras sete entidades vinculadas ao setores de biodiesel e de transportes de cargas. Segundo o assessor econômico da Abiove, Leonardo Zilio, a expectativa daqui para frente é que haja a aprovação pelo Contran de uma resolução que institua o limite. “Não temos acesso, ainda, ao texto que foi deliberado pelo Conselho, mas acreditamos que 7,5% trariam o conforto necessário para que o setor executasse as demais ações necessárias para a resolução do problema”, declara Zilio.
Até o ano passado, a reivindicação era para que o limite de tolerância fosse fixado em 9%. Contudo, o entrevistado disse a BiodieselBR.com que novos levantamentos mostram que uma margem de 7,5% seria suficiente para resolver o problema.
Ação A despeito da morosidade no processo decisório, o GT que encabeça o pedido procurou não deixar a questão morrer. Segundo o assessor econômico da Abiove, desde setembro de 2012, o GT vem realizando reuniões periódicas, além de ter implementado diversas ações de boas práticas setoriais que contribuíram para a redução dos problemas relacionados ao excesso de peso nas rodovias nacionais.
“Todo o setor, contando com o compromisso das 8 instituições, desenvolveu e disseminou um Plano de Ação, que conta com um Manual de Boas Práticas para o carregamento do biodiesel”, conta Zílio. O manual, por exemplo, informa às transportadoras qual a seta indicativa a ser usadas nos caminhões destinados ao transporte de cargas de biodiesel. Segundo o entrevistado, essa medida teve êxito em reduzir significativamente os patamares de excesso de peso.
Zilio lembra ainda da existência de um compromisso firmado entre o Grupo para que, em cinco anos, se obtenha a adequação da frota que transporta biodiesel. “Acreditamos que, com a chegada do B7 [previsto para novembro próximo], maior será o incentivo à adequação da frota, haja vista que maior será a demanda pelo transporte do biodiesel. Mais rápido tenderemos a resolver o problema”, aposta o assessor.