Levantamento feito junto a 13 montadoras e fabricantes de motores mostra que todos já incluem produtos capazes de rodar com B20 ou mais
Uma parte significativa dos veículos comerciais pesados e dos motores utilizados neles já saí de fábrica pronta para rodar com misturas de biodiesel de 20% ou mais. Mesmo autorizações para uso de biodiesel puro não são incomuns. A conclusão de um levantamento divulgado esta semana por um grupo de associações ligadas à indústria de biodiesel da Alemanha.
Uma parte significativa dos veículos comerciais pesados e dos motores utilizados neles já saí de fábrica pronta para rodar com misturas de biodiesel de 20% ou mais. Mesmo autorizações para uso de biodiesel puro não são incomuns. A conclusão de um levantamento divulgado esta semana por um grupo de associações ligadas à indústria de biodiesel da Alemanha.
Foram responsáveis pelo levantamento a Associação para o Gerenciamento de Qualidade do Biodiesel (AGQM), a União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop) e a Associação Alemã da Indústria de Biocombustíveis (VDB). Eles pesquisaram junto a 14 montadoras e fabricantes de motores quais de seus produtos tinham autorização para rodar com B20, B30 ou B100.
Nenhum dos fabricantes consultados se opôs frontalmente ao uso de misturas maiores de biodiesel. A resposta mais lacônica veio da produtora de veículos para construção, mineração e máquinas pesadas Liebherr que transferiu a responsabilidade sobre a liberação de misturas para os respectivos fabricantes de motores. Todas as outras empresas consultadas tinham pelo menos um –geralmente bem mais – produto devidamente certificado. Até mesmo veículos equipados com os mais modernos motores Euro VI podem ser operados com misturas de biodiesel.
Segundo o diretor da AGQM, dr Richard Wicht, a lista mostra que o uso de biodiesel em veículos comerciais é tecnicamente viável mesmo sob os padrões de emissões mais rigorosos. “O uso de biodiesel ambientalmente amigável é particularmente interessante uma vez que, no curto prazo, não existem alternativas ao uso de combustíveis líquidos [no caso de veículos pesados]”, afirma.
O documento completo (em inglês) pode ser consultado clicando aqui
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com