

Executivos da filial norte-americana da Mercedes-Benz afirmaram que misturas de biodiesel maiores que 5% podem danificar os motores.

Apesar dos muitos avanços da indústria do biodiesel nos últimos anos ainda há pontos sobre os quais pairam dúvidas nada desprezíveis. Entre os maiores destes pontos cegos está o efeito de misturas maiores sobre a atual geração dos motores, ainda não há consenso absoluto entre as montadoras a respeito de qual a margem segura. Recentemente, um executivo da Mercedes-Benz nos Estados Unidos levantou dúvidas sobre o uso de misturas maiores do que B5.
Segundo o diretor de combustíveis da filial norte-americana da montadora alemã, William Woebkenberg, quando usado em misturas maiores do que as recomendadas existe o risco do biodiesel se degradar dando origem a uma borra pegajosa que vai se acumulando no cárter dos motores e recobrindo diversas peças até provocar uma falha no motor. “Uma vez que a borra se acumule, não tem mais volta”, disse o executivo ao portal Automitive News garantindo que não dá para remover o material.
Os motores da Mercedes são certificados para uso de 5% de biodiesel, no máximo. Misturas maiores eliminam as garantias de fábrica.
Outras duas montadoras alemãs, a Volkswagen e a Audi, estão tomando uma posição mais pró-ativa e mandaram cartas aos compradores de seus veículos diesel garantindo que vão cobrir eventuais danos provocados pelo uso de misturas até o B20. Ambas as empresas modificaram as recomendações de manutenção de seus produtos e, agora, exigem que os filtros de óleo sejam trocados com maior regularidade.
Das grandes montadoras que operar nos Estados Unidos, apenas a General Motors possui um modelo de automóvel liberado para o uso com misturas de até 20%.
Brasil
Na Conferência BiodieselBR de 2010, o representante da Anfavea, Alexandre Parker, confirmou que a mistura máxima autorizada no Brasil é de 5%. Contudo, ele adiantou que a entidade não vê problemas com o uso do B7.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Automotive News