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Brasil avança na adoção do padrão de emissões Euro VI

O mercado brasileiro está preparando o terreno para a adoção do padrão Euro VI. Veículos pesados teriam que se adequar a partir de 2019.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O mercado brasileiro está preparando o terreno para a adoção do padrão Euro VI que determina limites mais estreitos para as emissões de veículos automotivos como parte do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O primeiro alvo serão veículos pesados – ônibus e caminhões – que deverão passar a adotar a nova tecnologia a partir de 2019. Outros veículos terão até 2026 para fazer a adaptação. A proposta ainda depende da aprovação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O mercado brasileiro está preparando o terreno para a adoção do padrão Euro VI que determina limites mais estreitos para as emissões de veículos automotivos como parte do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O primeiro alvo serão veículos pesados – ônibus e caminhões – que deverão passar a adotar a nova tecnologia a partir de 2019. Outros veículos terão até 2026 para fazer a adaptação. A proposta ainda depende da aprovação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Essa tecnologia já foi adotada na União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Turquia e deve ser implementada no Chile ainda esse ano.

A medida visa reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) – um poluente responsável pela formação de ozônio de baixa altitude – e material particulado em até 80%. Segundo um artigo publicado pelo Conselho Internacional de Transportes Limpos (ICCT, na sigla em inglês), essa redução poderia evitar até 74 mil mortes ao ano e gerar economia de US$ 67 bilhões num horizonte de 30 anos.

Embora os veículos pesados sejam apenas 5% da frota Brasileira, eles respondem por 90% das emissões de poluentes locais. Em 2012, o Brasil iniciou a adoção da fase sete do Proconve que equivale ao padrão Euro V de emissões.

Dieselgate

Uma das mudanças introduzidas pelo Euro VI é a maneira como são conduzidos os testes que asseguram que os veículos atendem efetivamente às exigências regulatórias.

Esse reforço se tornou mais relevante depois da Volkswagen ter admitido que havia equipado seus motores com uma tecnologia especificamente criada para contornar os limites de emissões. Outras montadoras são suspeitas de adotarem práticas similares.

O mercado brasileiro tem outro complicador. Para reduzir as emissões, o Euro V usa uma solução de ureia – comercializada com o nome Arla 32 – que captura o NOx liberado pelo motor. No Brasil, no entanto, muitos motoristas vêm ignorando o uso do Arla 32. Os motores Euro 6 tornariam mais difícil esse tipo de fraude.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações ICCT
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