Depois de ter dado sinais de melhorar na virada do ano, a qualidade do diesel deu um passo atrás. Segundo a mais nova edição do boletim mensal do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o mês passado acima dos 3,7%.
Depois de ter dado sinais de melhorar na virada do ano, a qualidade do diesel deu um passo atrás. Segundo a mais nova edição do boletim mensal do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o mês passado acima dos 3,7%.
Em janeiro, o indicador havia ficado cravado em 3% – o melhor resultado desde setembro meses. Em relação ao ano passado, a piora é ainda mais significativa. Em fevereiro de 2016, a inconformidade ficou abaixo de 1,9%.
A qualidade do diesel tem vivido um período de turbulências. Em 2016, ela teve tanto seu melhor quanto seu segundo pior resultado desde o lançamento do B5. E tudo isso dentro de um prazo de apenas seis meses.
Amostras
Foram reprovadas 93 das 2.508 amostras de diesel que foram analisadas no Brasil. É praticamente um terço de reprovações além do resultado do mês anterior – que foi de 69.
O número total de amostras coletadas foi o maior desde julho de 2015. Isso mostra um sinal encorajador de que, depois de um período complicado causado pelo encerramento dos contratos entre a ANP e vários dos laboratórios responsáveis pelo serviço de monitoramento, o PMQC está retornando à normalidade.
No momento a rede de laboratórios do programa está atuando em 17 unidades da federação.
Vilões
O teor de biodiesel foi, novamente, o maior culpado pelas reprovações de amostras de diesel. Duas em cada cinco – 40% – amostras problemáticas apresentavam desvios na quantidade esperada de biocombustível.
Apesar disso, a participação do biodiesel melhorou um pouco. Em janeiro, 42% das reprovações tinham problemas com o teor de biodiesel.
Já a característica “ponto de fulgor” deu um salto. De 11% no mês passado, ela foi para 35% em fevereiro.
Geograficamente, o maior vilão é o Tocantins onde a não conformidade do diesel chega a preocupantes 12,5%. O estado é seguido de perto pelo Espírito Santo com 12,1%.
Paraíba e Sergipe, por outro lado, tiveram uma pontuação perfeita, sem uma única amostra reprovada.
Mistura
A piora chega no mês anterior ao início do B8. Isso acende uma luz amarela, já que há tendência de piora nos índices de qualidade quando acontecem os aumentos de mistura, conforme verificado depois do lançamento do B5 e do B7. É presumível que o aumento da mistura leve a um novo pico nas não conformidades.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de ter dado sinais de melhorar na virada do ano, a qualidade do diesel deu um passo atrás. Segundo a mais nova edição do boletim mensal do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do combustível mais consumido pelos brasileiros fechou o mês passado acima dos 3,7%.
Em janeiro, o indicador havia ficado cravado em 3% – o melhor resultado desde setembro meses. Em relação ao ano passado, a piora é ainda mais significativa. Em fevereiro de 2016, a inconformidade ficou abaixo de 1,9%.
A qualidade do diesel tem vivido um período de turbulências. Em 2016, ela teve tanto seu melhor quanto seu segundo pior resultado desde o lançamento do B5. E tudo isso dentro de um prazo de apenas seis meses.
Amostras
Foram reprovadas 93 das 2.508 amostras de diesel que foram analisadas no Brasil. É praticamente um terço de reprovações além do resultado do mês anterior – que foi de 69.
O número total de amostras coletadas foi o maior desde julho de 2015. Isso mostra um sinal encorajador de que, depois de um período complicado causado pelo encerramento dos contratos entre a ANP e vários dos laboratórios responsáveis pelo serviço de monitoramento, o PMQC está retornando à normalidade.
No momento a rede de laboratórios do programa está atuando em 17 unidades da federação.
Vilões
O teor de biodiesel foi, novamente, o maior culpado pelas reprovações de amostras de diesel. Duas em cada cinco – 40% – amostras problemáticas apresentavam desvios na quantidade esperada de biocombustível.
Apesar disso, a participação do biodiesel melhorou um pouco. Em janeiro, 42% das reprovações tinham problemas com o teor de biodiesel.
Já a característica “ponto de fulgor” deu um salto. De 11% no mês passado, ela foi para 35% em fevereiro.
Geograficamente, o maior vilão é o Tocantins onde a não conformidade do diesel chega a preocupantes 12,5%. O estado é seguido de perto pelo Espírito Santo com 12,1%.
Paraíba e Sergipe, por outro lado, tiveram uma pontuação perfeita, sem uma única amostra reprovada.
Mistura
A piora chega no mês anterior ao início do B8. Isso acende uma luz amarela, já que há tendência de piora nos índices de qualidade quando acontecem os aumentos de mistura, conforme verificado depois do lançamento do B5 e do B7. É presumível que o aumento da mistura leve a um novo pico nas não conformidades.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com