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Relatório aponta avanços tecnológicos da Petrobras ligados ao biodiesel

Relatorio Petrobras_041013Em seu Relatório de Tecnologias 2012, a Petrobras revela alguns dos avanços que vem fazendo em pesquisas relacionadas ao biodiesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Em seu Relatório de Tecnologias 2012, a Petrobras revela alguns dos avanços que vem fazendo em pesquisas relacionadas ao biodiesel.

Relatorio Petrobras_041013Na semana passada, a Petrobras divulgou a edição 2012 de seu Relatório de Tecnologias, documento que acompanha o andamento dos principais projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos quais a empresa tem investido. Vários deles ligados, de uma forma ou de outra, às atividades de produção de biodiesel. Os mais evidentes deles estão ligados a duas novas usinas de biodiesel – uma comercial e outra de escala piloto. 

O relatório informa que foi concluído o projeto básico da Unidade de Biodiesel do Pará (UBP) que vai funcionar como ponto focal do projeto de palma-de-óleo anunciado pela petroleira ainda em 2010. Segundo o texto, a usina terá capacidade nominal para produzir 200 mil litros de biodiesel a partir de óleo de palma bruto e óleo de soja degomado por ano com “custo operacional reduzido, mostrando-se competitiva em relação às tecnologias de mercado”.

Além dessa, desde abril do ano passado, a Petrobras colocou em funcionamento uma planta piloto de biodiesel de microalgas. Localizada, em Extremoz (RN), a instalação é resultado de uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) num projeto já identificou cerca de dez espécies de microalgas capazes de crescer em água de produção de petróleo. 

Na planta, os primeiros fotobiorreatores abertos, com capacidade útil de 4 mil litros, vão proporcionar a realização de estudos detalhados sobre a produtividade dessas microalgas e do seu teor de óleo nas condições climáticas potiguares. O aporte de investimento é da ordem de R$ 2,3 milhões.

B20
Fecha a lista de projetos com relação direta com o biodiesel os testes de campo realizados pela Petrobras com veículos usando uma mistura de B20. Desde 2011, a frota composta por oito veículos rodou 100 mil quilômetros para avaliar os níveis de emissões e o desempenho dos motores abastecidos com a mistura.

O estudo mostrou ainda que, com o uso de mistura B20, houve perdas no desempenho de até 7% em alguns veículos testados, o que demonstra que a tecnologia dos motores é um fator a ser considerado no uso de misturas com diferentes teores de biodiesel. Atualmente, as montadoras estão realizando a análise de deterioração das peças e partes dos motores.

Biolubrificantes
Mas é possível que os mais promissores dos projetos descritos sejam os que expandem os limites de atuação do segmento de biodiesel.

Um deles diz respeito à produção de biolubrificantes com óleo de mamona. A Petrobras montou dentro da Refinaria de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) uma infraestrutura experimental, denomina Núcleo Experimental de Fortaleza (NUEF), na qual conseguiu produzir a primeira batelada de biolubrificante à base de mamona.

Para viabilizar a produção, a Petrobras precisou projetar e construir um reator piloto multipropósito, capaz de fabricar, em batelada, até 40 litros do produto. A matéria-prima foi escolhida em virtude da alta viscosidade e pelas boas propriedades em baixas temperaturas. 

Além da ex-estrela do PNPB, a estatal também está investigando o potencial da produção de biolubrificantes a partir de outras oleaginosas como o pinhão-manso e a soja, além de glicerina e óleo de algas.

Outra novidade é a produção de poliestireno – uma das resinas mais importantes na produção de plásticos – a partir do óleo de soja. Segundo a Petrobras, o produto final preserva as mesmas características dos poliestirenos de origem fóssil.

Para acessar o Relatório Tecnologia Petrobras 2012 clique aqui.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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