A petroleira e a maior fabricante de biodiesel dos EUA anunciaram avanço em pesquisa conjunta que converte resíduos agrícolas em nova fonte para a produção de biodiesel
Não é só a indústria do etanol que acha que o futuro está em tecnologias que permitem o aproveitamento de fontes não convencionais de biomassa. A gigante do petróleo ExxonMobil e o Renewable Energy Group (REG) – maior fabricante de biodiesel dos Estados Unidos – estão aumentando as apostas num esforço conjunto de pesquisa que pretende encontrar uma rota que permita converter celulose numa fonte viável para a produção biodiesel.
Não é só a indústria do etanol que acha que o futuro está em tecnologias que permitem o aproveitamento de fontes não convencionais de biomassa. A gigante do petróleo ExxonMobil e o Renewable Energy Group (REG) – maior fabricante de biodiesel dos Estados Unidos – estão aumentando as apostas num esforço conjunto de pesquisa que pretende encontrar uma rota que permita converter celulose numa fonte viável para a produção biodiesel.
“Estamos otimistas com os resultados que indicam que nossa tecnologia tem um bom potencial para avançar”, disse o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da ExxonMobil, Vijay Swarup, acrescentando que os resultados preliminares indicam que o processo tem viabilidade técnica e geram benefícios ambientais.
Ambas as empresas vêm trabalhando em conjunto desde o começo de 2016
LS9
Essa nova tecnologia é um desdobramento do trabalho da LS9. Adquirida em 2014 pela REG, a startup de biotecnologia modificou geneticamente cepas do E. coli para que ela convertesse açúcares em químicos renováveis. O alvo inicial da empresa era fabricar diesel renovável a partir da cana-de-açúcar.
Nessa nova etapa, a REG e a ExxonMobil estão tentando usar esse processo fermentativo para converter açúcares produzidos a partir da quebra da celulose presente em rejeitos agrícolas. Além de tipos diferentes de açucares, essa matéria-prima também contêm impurezas que vinham se mostrando difíceis para outras tecnologias fermentativas.
Em seu paradigma atual, a indústria de biocombustíveis usa como matéria-prima fontes de biomassa que também têm usos alimentares importantes – como o etanol feito com milho ou o biodiesel fabricado a partir de óleos vegetais –, o aproveitamento de fontes alternativas de biomassa abriria novas portas. “Nosso trabalho desafia esse paradigma ao explorar um portfólio de soluções de biocombustíveis de larga escala que não competem com a produção de alimentos”, anima-se Swarup.
1 bilhão
A ExxonMobil vem investindo US$ 1 bilhão por ano mais de uma centena de projetos de pesquisa e desenvolvimento em energias alternativas. Desde os anos 2000 já foram investidos mais de US$ 8 bilhões.
Além do projeto com a REG, a petroleira mantém uma parceria de muitos anos com a SGI para o aprimoramento de microalgas com finalidades energéticas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Não é só a indústria do etanol que acha que o futuro está em tecnologias que permitem o aproveitamento de fontes não convencionais de biomassa. A gigante do petróleo ExxonMobil e o Renewable Energy Group (REG) – maior fabricante de biodiesel dos Estados Unidos – estão aumentando as apostas num esforço conjunto de pesquisa que pretende encontrar uma rota que permita converter celulose numa fonte viável para a produção biodiesel.
“Estamos otimistas com os resultados que indicam que nossa tecnologia tem um bom potencial para avançar”, disse o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da ExxonMobil, Vijay Swarup, acrescentando que os resultados preliminares indicam que o processo tem viabilidade técnica e geram benefícios ambientais.
Ambas as empresas vêm trabalhando em conjunto desde o começo de 2016
LS9
Essa nova tecnologia é um desdobramento do trabalho da LS9. Adquirida em 2014 pela REG, a startup de biotecnologia modificou geneticamente cepas do E. coli para que ela convertesse açúcares em químicos renováveis. O alvo inicial da empresa era fabricar diesel renovável a partir da cana-de-açúcar.
Nessa nova etapa, a REG e a ExxonMobil estão tentando usar esse processo fermentativo para converter açúcares produzidos a partir da quebra da celulose presente em rejeitos agrícolas. Além de tipos diferentes de açucares, essa matéria-prima também contêm impurezas que vinham se mostrando difíceis para outras tecnologias fermentativas.
Em seu paradigma atual, a indústria de biocombustíveis usa como matéria-prima fontes de biomassa que também têm usos alimentares importantes – como o etanol feito com milho ou o biodiesel fabricado a partir de óleos vegetais –, o aproveitamento de fontes alternativas de biomassa abriria novas portas. “Nosso trabalho desafia esse paradigma ao explorar um portfólio de soluções de biocombustíveis de larga escala que não competem com a produção de alimentos”, anima-se Swarup.
1 bilhão
A ExxonMobil vem investindo US$ 1 bilhão por ano mais de uma centena de projetos de pesquisa e desenvolvimento em energias alternativas. Desde os anos 2000 já foram investidos mais de US$ 8 bilhões.
Além do projeto com a REG, a petroleira mantém uma parceria de muitos anos com a SGI para o aprimoramento de microalgas com finalidades energéticas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com