BiodieselBR
Publicidade

Projeto de pesquisa vai mapear riscos para qualidade do biodiesel

Pesquisa Embrapa_270314Em parceria com outras entidades de pesquisa, a Embrapa Agroenergia vai mapear os fatores de risco para a qualidade do biodiesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Compreender quais são os fatores de risco que levam à degradação química e contaminação microbiológica do biodiesel são pontos chave para conseguir controlar dois dos maiores problemas de qualidade do produto. Esse é o foco de um projeto de pesquisa chamado ”Desenvolvimento e validação de métodos inovadores para a garantia da qualidade do biodiesel e de suas misturas ao diesel” que foi lançado pela Embrapa Agroenergia.

O estudo pretende mapear cada elo da cadeia de produção e distribuição do biodiesel para identificar onde estão os principais problemas. 

Compreender quais são os fatores de risco que levam à degradação química e contaminação microbiológica do biodiesel são pontos chave para conseguir controlar dois dos maiores problemas de qualidade do produto. Esse é o foco de um projeto de pesquisa chamado ”Desenvolvimento e validação de métodos inovadores para a garantia da qualidade do biodiesel e de suas misturas ao diesel” que foi lançado pela Embrapa Agroenergia.

O estudo pretende mapear cada elo da cadeia de produção e distribuição do biodiesel para identificar onde estão os principais problemas. “Sabemos que o biodiesel pode se oxidar na presença de calor e luz. E que ele mais higroscópio que o diesel, favorecendo a proliferação de microrganismos. Mas apontar responsáveis por essas ocorrências sem conhecer todos os elos da cadeia é muito perigoso”, considera Itânia Pinheiro Soares, pesquisadora líder do projeto.

Contaminantes 
Entres os focos do estudo estão os contaminantes intrínsecos, ou seja, aqueles que o biodiesel já carrega consigo.  É o caso, por exemplo, de um conjunto de substâncias presentes no óleo de soja chamados esteroides. “Como são solúveis no óleo, mas não tão solúveis no biodiesel. Em determinado momento, podem se precipitar”, esclarece Itânia. 

Segundo a pesquisadora, a análise do comportamento de processos de degradação química e contaminação microbiana do biodiesel será pautada tanto em técnicas previstas na Resolução nº 14/2012, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como em outras metodologias.

“A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que é nossa parceria nesse projeto, tem trabalhos identificando microrganismos contaminantes de biodiesel. Mas a maior parte desses estudos utilizou técnicas de cultivos, que isolam os microrganismos a fim de identificá-los. Entretanto, existem microrganismos cuja presença não é possível se identificar por meio dessas técnicas”, exemplifica a pesquisadora. “Vamos usar uma abordagem diferente que envolvem a realização do sequenciamento do DNA para identificação de microrganismos.” 

Além da UFRS, participam do estudo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a ANP. No total, são seis pesquisadores envolvidos.

Cronograma
Embora já esteja aprovada, os recursos que irão financiar a iniciativa – R$ 610 mil, via CNPq – ainda não foram liberados. 

Isso não quer dizer que o estudo esteja em suspenso. De acordo com Itânia, o grupo de pesquisadores já deu andamento à metodologia para análise de biodiesel de palma e está realizando testes com aditivos.

O projeto tem duração prevista de três anos. Segundo a pesquisadora da Embrapa, nos dois primeiros anos será feito o monitoramento de toda a cadeia, com coleta de biodiesel em todos seus elos (usinas, postos, centros de distribuição), em períodos distintos, a fim de assegurar resultados confiáveis. “Vamos limitar a coleta à região Centro-Oeste por, entre outros fatores, ter estações bem definidas (seca e chuvosa)”, expõe Itânia. 

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Compartilhar: