Pesquisadores de Singapura aprimoram produção a partir de OGRs
Pesquisadores de Singapura desenvolveram novos catalisadores que podem facilitar o uso de gorduras de baixa qualidade na produção de biodiesel.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
Texto
Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Química e Engenharia Biomolecular da Universidade Nacional de Singapura está aprimorando novas tecnologias que aumentam a performance da fabricação de biodiesel a partir de óleos e gorduras recuperados (OGRs) – categoria que inclui o óleo de cozinha usado e outras fontes de gordura de baixa qualidade.
Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Química e Engenharia Biomolecular da Universidade Nacional de Singapura está aprimorando novas tecnologias que aumentam a performance da fabricação de biodiesel a partir de óleos e gorduras recuperados (OGRs) – categoria que inclui o óleo de cozinha usado e outras fontes de gordura de baixa qualidade.
Apesar de suas vantagens – tanto econômicas quanto ambientais – o uso de óleos e gorduras recuperados (OGRs) na produção de biodiesel tem se mostrado complicada por uma série de razões. Uma delas é o alto teor de ácidos graxos livres na composição dessas matérias-primas que atacam os catalisadores à disposição do mercado reduzindo a eficiência do processo de produção.
Isso exige o reprocessamento dos OGRs para deixa-lo com uma qualidade aceitável para a produção, o encarece o custo do produto final.
Para resolver esse problema, os pesquisadores asiáticos vêm trabalhando em novas rotas produtivas usando biotecnologia e novos catalisadores que podem ser facilmente recuperados ao final do processo.
Técnicas
Um dos métodos desenvolvidos pela equipe de pesquisadores emprega nanopartículas ácidas com propriedades magnéticas – o que torna mais simples separar o catalisador do produto acabado depois de finalizado o processo produtivo. O material também se mostrou bastante estável permitindo seu reuso inúmeras vezes. De acordo com os pesquisadores, é possível converter até 98% da matéria-prima usando esse processo.
Contudo os pesquisadores estão particularmente empolgados com um biocatalizador derivado de uma variedade especial de Escherichia coli – grupo de bactérias que habita o intestino humano. Ela sintetiza um tipo de uma enzima que pode ser usada como catalizador no processo de produção de biodiesel e é particularmente eficaz na conversão de matérias-primas de alta acidez.
“Esse último sistema é o mais promissor, uma vez que o biocatalizador [derivado] do E. Coli pode ser produzido em grandes quantidades a baixo custo”, comenta o líder da pesquisa, professor Li Zhi.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações Biofuels Digest