Nova técnica desenvolvida por pesquisadores franceses permite converter ácidos graxos em hidrocarbonetos.
Hidrocarbonetos são moléculas compostas cadeias de átomos de carbono e hidrogênio. Ácidos graxos – ou, num linguajar mais corriqueiro, óleos e gorduras – são bem parecidos com apenas uma diferença notável: elas têm um par de átomos de oxigênio. É o que basta para explicar certas distinções no comportamento das gorduras como sua maior tendência de se solidificarem sob temperaturas relativamente amenas ou sua maior capacidade de absorver água. Encontrar uma forma de se livrar desses dois míseros átomos tornando os biocombustíveis 100% compatíveis com os produtos derivados de petróleo sempre foi um desafio que, agora, pode ter sido solucionado por um grupo de pesquisadores franceses.
Hidrocarbonetos são moléculas compostas cadeias de átomos de carbono e hidrogênio. Ácidos graxos – ou, num linguajar mais corriqueiro, óleos e gorduras – são bem parecidos com apenas uma diferença notável: elas têm um par de átomos de oxigênio. É o que basta para explicar certas distinções no comportamento das gorduras como sua maior tendência de se solidificarem sob temperaturas relativamente amenas ou sua maior capacidade de absorver água. Encontrar uma forma de se livrar desses dois míseros átomos tornando os biocombustíveis 100% compatíveis com os produtos derivados de petróleo sempre foi um desafio que, agora, pode ter sido solucionado por um grupo de pesquisadores franceses.
O grande problema é que como a ligação entre os átomos de oxigênio e carbono é mais forte do que entre os átomos de carbono. Removê-los sem que as partes de interesse da molécula original acabassem destruídas exigia processos químicos complicados e pouco eficientes.
É onde entra a descoberta feita por um time de cientistas liderado pelo Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas. No ano passado eles identificaram uma espécie de microalga do gênero Chlorella era naturalmente capaz de converter gordura diretamente em hidrocarbonetos.
Luz
Estudando mais a fundo o processo utilizado pelo organismo, eles acabaram descobrindo que ele faz isso usando apenas luz como fonte de energia. Isso não é algo comum.
Apesar de praticamente toda a vida na terra depender de um processo bioquímico baseado na luz – a fotossíntese – apenas três reações desse tipo haviam sido identificadas até agora. Duas das quais estão na base do próprio processo de fotossíntese.
Segundo os pesquisadores, o segredo estava numa enzima até então desconhecida. Quando exposta a luz ela consegue quebrar as moléculas de gordura bem no ponto onde ela se liga com os átomos de oxigênio deixando o restante da cadeia atômica intacta. Isso produz uma molécula de dióxido de carbono (CO2) e uma molécula de hidrocarboneto.
Os cientistas também conseguiram identificar os genes responsáveis pela síntese dessa nova enzima e transpô-los para uma bactéria que se tornou capaz de converter gorduras em hidrocarbonetos.
O relatório foi publicado na respeitável Revista Science e pode ter seu resumo consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Hidrocarbonetos são moléculas compostas cadeias de átomos de carbono e hidrogênio. Ácidos graxos – ou, num linguajar mais corriqueiro, óleos e gorduras – são bem parecidos com apenas uma diferença notável: elas têm um par de átomos de oxigênio. É o que basta para explicar certas distinções no comportamento das gorduras como sua maior tendência de se solidificarem sob temperaturas relativamente amenas ou sua maior capacidade de absorver água. Encontrar uma forma de se livrar desses dois míseros átomos tornando os biocombustíveis 100% compatíveis com os produtos derivados de petróleo sempre foi um desafio que, agora, pode ter sido solucionado por um grupo de pesquisadores franceses.
O grande problema é que como a ligação entre os átomos de oxigênio e carbono é mais forte do que entre os átomos de carbono. Removê-los sem que as partes de interesse da molécula original acabassem destruídas exigia processos químicos complicados e pouco eficientes.
É onde entra a descoberta feita por um time de cientistas liderado pelo Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas. No ano passado eles identificaram uma espécie de microalga do gênero Chlorella era naturalmente capaz de converter gordura diretamente em hidrocarbonetos.
Luz
Estudando mais a fundo o processo utilizado pelo organismo, eles acabaram descobrindo que ele faz isso usando apenas luz como fonte de energia. Isso não é algo comum.
Apesar de praticamente toda a vida na terra depender de um processo bioquímico baseado na luz – a fotossíntese – apenas três reações desse tipo haviam sido identificadas até agora. Duas das quais estão na base do próprio processo de fotossíntese.
Segundo os pesquisadores, o segredo estava numa enzima até então desconhecida. Quando exposta a luz ela consegue quebrar as moléculas de gordura bem no ponto onde ela se liga com os átomos de oxigênio deixando o restante da cadeia atômica intacta. Isso produz uma molécula de dióxido de carbono (CO2) e uma molécula de hidrocarboneto.
Os cientistas também conseguiram identificar os genes responsáveis pela síntese dessa nova enzima e transpô-los para uma bactéria que se tornou capaz de converter gorduras em hidrocarbonetos.
O relatório foi publicado na respeitável Revista Science e pode ter seu resumo consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com