Resíduos coletados nas caixas de gorduras de estabelecimentos comerciais podem servir como matéria-prima para a produção de biocombustíveis
Um projeto de pesquisa do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Biossustentáveis da Amazônia (GP-TECBIOAM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) quer dar um destino mais nobre aos resíduos que se acumulam nas caixas de gordura. A partir do material, os pesquisadores já conseguiram fabricar versões renováveis de gasolina, diesel, querosene de aviação e bunker náutico; agora vêm testando seu uso como ligante asfáltico.
De acordo com os pesquisadores, apenas as indústrias do Polo Industrial de Manaus e os restaurantes da capital amazonense produzem cerca de 20 toneladas de resíduos diariamente, que têm que ser coletados e descartados por empresas especializadas.
Para que possa ser aproveitado, esse material precisa passar por uma etapa de pré-tratamento com o objetivo de separar a gordura da água, areia e outros contaminantes que poderiam influir no processo produtivo. Só depois de purificada, a gordura residual entra num reator de craqueamento termocatalítico que usa altas temperaturas para quebrar as moléculas do material, transformando-o num bio-óleo que pode, então, passar por um processo de destilação para gerar hidrocarbonetos quimicamente similares aos produzidos a partir do petróleo.
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