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Nanopartículas barateiam a produção de diesel renovável

DOENanoparticulas 130614Pesquisadores do Departamento de Energia dos EUA estão aperfeiçoando um sistema de produção de biodiesel que tira vantagem da nanotecnologia.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Pesquisadores do Laboratório de Ames – ligado ao Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos (DOE) – descobriram que é possível baratear consideravelmente o custo de converter óleos e gorduras em diesel renovável usando nanopartículas.

O processo de produção seria mais robusto do que o atualmente utilizado na fabricação de biodiesel.

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Pesquisadores do Laboratório de Ames – ligado ao Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos (DOE) – descobriram que é possível baratear consideravelmente o custo de converter óleos e gorduras em diesel renovável usando nanopartículas. O processo de produção seria mais robusto do que o atualmente utilizado na fabricação de biodiesel.

“Nos métodos convencionais, antes você precisa separar os ácidos graxos que podem reduzir a eficácia de seu catalisador. Só então você pode realizar as reações para a produção do biocombustível”, explicou o pesquisador Igor Slowing. Ao contrário do biodiesel convencional, o produto final é mais parecido com o chamado óleo vegetal hidrotratado – rota tecnológica que converte óleos vegetais em hidrocarbonetos similares ao diesel convencional. 

De acordo com o cientista, o novo processo só foi possível porque eles conseguiram desenvolver uma nanopartícula “bi-funcional” capaz de realizar duas etapas do processamento da matéria-prima de uma só vez: as partículas, que são porosas, capturam os ácidos graxos livres que podem, então, eficientemente convertidos em diesel renovável usando níquel contido no próprio material. A opção pelo níquel também torna o processo mais barato porque esse metal custa apenas uma fração do que os catalisadores baseados em metais nobres como a platina ou o paládio que são tradicionalmente empregados.

A partícula desenvolvida faz um trabalho melhor que a soma de suas partes. Quando as nanopartículas de níquel eram adicionadas diretamente ao óleo vegetal elas se tornavam muito reativas e quebrava as cadeias de hidrocarbonetos em pedaços muito pequenos comprometendo o potencial do produto final como biocombustível. “Algo muito interessante aconteceu quando adicionamos o componente responsável pelo sequestro dos ácidos graxos”, explica Slowing. “Nós paramos de ver a quebra das moléculas. O resultado é um catalisador melhor que produz um hidrocarboneto renovável muito mais parecido com o diesel”, completa.

O mesmo grupo de pesquisadores também tentou o processo usando nanopartículas de ferro – material 100 vezes mais barato que o níquel – com resultados promissores. “Como parte da missão do DOE, estamos focados na pesquisa básica necessária para o desenvolvimento de processo que devem ter potencial industrial”, diz o cientista.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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