
Forças Armadas dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm investido no desenvolvimento de biocombustíveis.
Energia – especialmente combustíveis líquidos – é assunto sério para militares do mundo todo. Isso tem levado as forças armadas de muitos países a investirem em fontes alternativas. Isso inclui as nações aliadas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que, no começo do mês, divulgou alguns de seus projetos mais avançados na área.
A Marinha da Itália está desenvolvendo biocombustíveis de nova geração, produzidos a partir de biomassa sem usos alimentares como, por exemplo, microalgas, resíduos agrícolas e resíduos em geral. O produto será testado num navio de guerra ainda neste ano.
O objetivo é desenvolver um biocombustível 100% compatível com as especificações da Otan para combustíveis navais convencionais. Dessa forma, ele poderia ser utilizado pelas marinhas de todos os países aliados.
"Para reduzir a dependência de fontes fósseis, principalmente o petróleo, as Forças de Defesa da Itália decidiram financiar um projeto para certificar o uso de biocombustível para o setor naval", diz o comandante Pasquale Tripodi, chefe do Departamento de Propulsão da Marinha italiana.
Aviação
Enquanto na área naval projetos voltados ao desenvolvimento de biocombustíveis ainda estão engatinhando, a aviação já computa um número respeitável de ações em andamento – e o melhor, com resultados promissores.
Em outubro passado, a empresa canadense Calyx Bio-Ventures realizou na cidade de Ottawa o primeiro voo de um avião civil a jato usando 100% de biocombustível. Denominado “Resonance”, o biocombustível utilizado no teste foi elaborado a partir de sementes de uma planta chamada Brassica carinata – uma oleaginosa popularmente conhecida como mostarda da Etiópia. Até então, todos os voos realizados usavam algum tipo de mistura entre biocombustíveis e combustível convencional de petróleo.
As Forças Armadas dos Estados Unidos também vêm investindo na área de forma a melhorar as condições de segurança energética. Já faz algum tempo que os EUA espreitam iniciativas que possam ajudar a diminuir a dependência dos combustíveis fósseis – fator que impacta significativamente no orçamento do Pentágono. Segundo a Pike Research, consultoria voltada ao mercado de energias limpas, o Departamento de Defesa norte-americano gasta aproximadamente US$ 20 bilhões por ano em energia, dos quais US$ 15 bilhões só com combustíveis.
Principal consumidor de QVA (querosene de aviação), o Departamento de Defesa americano firmou em 2011 um acordo com o Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação. O programa, que visa à elaboração de bioQAV a partir da fermentação da cana-de-açúcar, tem como parceiras a Amyris, empresa de biotecnologia americana, e a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica).
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Energia – especialmente combustíveis líquidos – é assunto sério para militares do mundo todo. Isso tem levado as forças armadas de muitos países a investirem em fontes alternativas. Isso inclui as nações aliadas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que, no começo do mês, divulgou alguns de seus projetos mais avançados na área.
A Marinha da Itália está desenvolvendo biocombustíveis de nova geração, produzidos a partir de biomassa sem usos alimentares como, por exemplo, microalgas, resíduos agrícolas e resíduos em geral. O produto será testado num navio de guerra ainda neste ano.
O objetivo é desenvolver um biocombustível 100% compatível com as especificações da Otan para combustíveis navais convencionais. Dessa forma, ele poderia ser utilizado pelas marinhas de todos os países aliados.
"Para reduzir a dependência de fontes fósseis, principalmente o petróleo, as Forças de Defesa da Itália decidiram financiar um projeto para certificar o uso de biocombustível para o setor naval", diz o comandante Pasquale Tripodi, chefe do Departamento de Propulsão da Marinha italiana.
Aviação
Enquanto na área naval projetos voltados ao desenvolvimento de biocombustíveis ainda estão engatinhando, a aviação já computa um número respeitável de ações em andamento – e o melhor, com resultados promissores.
Em outubro passado, a empresa canadense Calyx Bio-Ventures realizou na cidade de Ottawa o primeiro voo de um avião civil a jato usando 100% de biocombustível. Denominado “Resonance”, o biocombustível utilizado no teste foi elaborado a partir de sementes de uma planta chamada Brassica carinata – uma oleaginosa popularmente conhecida como mostarda da Etiópia. Até então, todos os voos realizados usavam algum tipo de mistura entre biocombustíveis e combustível convencional de petróleo.
As Forças Armadas dos Estados Unidos também vêm investindo na área de forma a melhorar as condições de segurança energética. Já faz algum tempo que os EUA espreitam iniciativas que possam ajudar a diminuir a dependência dos combustíveis fósseis – fator que impacta significativamente no orçamento do Pentágono. Segundo a Pike Research, consultoria voltada ao mercado de energias limpas, o Departamento de Defesa norte-americano gasta aproximadamente US$ 20 bilhões por ano em energia, dos quais US$ 15 bilhões só com combustíveis.
Principal consumidor de QVA (querosene de aviação), o Departamento de Defesa americano firmou em 2011 um acordo com o Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação. O programa, que visa à elaboração de bioQAV a partir da fermentação da cana-de-açúcar, tem como parceiras a Amyris, empresa de biotecnologia americana, e a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica).
Cátia Franco – BiodieselBR.com