
Uma parceria entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua, na China, está trabalhando no desenvolvimento de um novo catalisador enzimático.
Está em andamento no Brasil um estudo cuja meta é desenvolver um processo otimizado para a obtenção de biodiesel a partir de uma tecnologia enzimática criada pela Universidade de Tsinghua, na China.
A iniciativa é resultante de uma parceria, firmada em 2008, entre a universidade chinesa e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por meio desse acordo, foi criado o Centro China-Brasil de Mudanças Climáticas e Energias Inovadoras em Energia, que está em funcionamento desde 2010, no Departamento de Engenharia Química da Universidade de Tsinghua. Em 2012, o Centro teve suas atividades ampliadas após a assinatura de um acordo de cooperação entre os dois países.
Segundo os pesquisadores chineses, a tecnologia desenvolvida em Tsinghua tem um grande potencial para utilização de matérias-primas de alta acidez e umidade, sem a necessidade de pré-tratamento. Isso permitiria que as usinas passassem a usar matérias-primas mais baratas.
O processo enzimático criado pelos chineses também seria capaz de atingir percentuais de conversão superiores aos do processo convencional. Baixo consumo de energia, a possibilidade de utilização de etanol e metanol e o aproveitamento da enzima imobilizada para mais de 200 bateladas seriam outras vantagens dessa tecnologia que ainda está sendo testada pelos pesquisadores do Coppe.
“A possibilidade de se usar etanol torna o biocombustível totalmente renovável quando comparado à rota metílica”, entusiasma-se Rejane Silva Rocha, pesquisadora do Coppe/UFRJ que trabalha no projeto.
Rejane, que esteve pessoalmente na China há cerca de dois anos para conhecer em detalhes a tecnologia, diz que a expectativa é obter um processo produtivo não somente mais interessante do ponto de vista ambiental como econômico também, já que a tecnologia desenvolvida pela Universidade de Tsinghua não gera resíduo e o glicerol resultante é de melhor qualidade, o que aumentaria o valor de mercado do coproduto.
Confidencial
Como o convênio entre as instituições de ensino brasileira e chinesa estabelece sigilo para divulgação de resultados, a pesquisadora do Coppe está impedida de comentar os avanços obtidos com a pesquisa. Mas informa que o estudo do Coppe tem como foco a viabilização de um biocombustível que privilegie o uso de matérias-primas de elevada acidez e teor de água. “Também estamos estudando a eficiência da conversão do processo usando metanol ou etanol”, revela Rejane.
De acordo com a pesquisadora, também serão avaliados a durabilidade das enzimas quando em contato com as matérias-primas e os resíduos gerados, bem como será realizada a caracterização dos ésteres.
Rejane informa ainda que a pesquisa prevê um estudo técnico-econômico comparativo entre os processos catalítico convencional e o enzimático. O aporte de recursos, de quase R$ 2,9 milhões, destinados a financiar esse estudo, foi anunciado em setembro último. Um sinal de que a pesquisa, iniciada em 2011, já deve ter produzido resultados bem consistentes.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Está em andamento no Brasil um estudo cuja meta é desenvolver um processo otimizado para a obtenção de biodiesel a partir de uma tecnologia enzimática criada pela Universidade de Tsinghua, na China.
A iniciativa é resultante de uma parceria, firmada em 2008, entre a universidade chinesa e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por meio desse acordo, foi criado o Centro China-Brasil de Mudanças Climáticas e Energias Inovadoras em Energia, que está em funcionamento desde 2010, no Departamento de Engenharia Química da Universidade de Tsinghua. Em 2012, o Centro teve suas atividades ampliadas após a assinatura de um acordo de cooperação entre os dois países.
Segundo os pesquisadores chineses, a tecnologia desenvolvida em Tsinghua tem um grande potencial para utilização de matérias-primas de alta acidez e umidade, sem a necessidade de pré-tratamento. Isso permitiria que as usinas passassem a usar matérias-primas mais baratas.
O processo enzimático criado pelos chineses também seria capaz de atingir percentuais de conversão superiores aos do processo convencional. Baixo consumo de energia, a possibilidade de utilização de etanol e metanol e o aproveitamento da enzima imobilizada para mais de 200 bateladas seriam outras vantagens dessa tecnologia que ainda está sendo testada pelos pesquisadores do Coppe.
“A possibilidade de se usar etanol torna o biocombustível totalmente renovável quando comparado à rota metílica”, entusiasma-se Rejane Silva Rocha, pesquisadora do Coppe/UFRJ que trabalha no projeto.
Rejane, que esteve pessoalmente na China há cerca de dois anos para conhecer em detalhes a tecnologia, diz que a expectativa é obter um processo produtivo não somente mais interessante do ponto de vista ambiental como econômico também, já que a tecnologia desenvolvida pela Universidade de Tsinghua não gera resíduo e o glicerol resultante é de melhor qualidade, o que aumentaria o valor de mercado do coproduto.
Confidencial
Como o convênio entre as instituições de ensino brasileira e chinesa estabelece sigilo para divulgação de resultados, a pesquisadora do Coppe está impedida de comentar os avanços obtidos com a pesquisa. Mas informa que o estudo do Coppe tem como foco a viabilização de um biocombustível que privilegie o uso de matérias-primas de elevada acidez e teor de água. “Também estamos estudando a eficiência da conversão do processo usando metanol ou etanol”, revela Rejane.
De acordo com a pesquisadora, também serão avaliados a durabilidade das enzimas quando em contato com as matérias-primas e os resíduos gerados, bem como será realizada a caracterização dos ésteres.
Rejane informa ainda que a pesquisa prevê um estudo técnico-econômico comparativo entre os processos catalítico convencional e o enzimático. O aporte de recursos, de quase R$ 2,9 milhões, destinados a financiar esse estudo, foi anunciado em setembro último. Um sinal de que a pesquisa, iniciada em 2011, já deve ter produzido resultados bem consistentes.
Cátia Franco – BiodieselBR.com