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Bioenergia consumida pela UE já ocupa uma Suécia em terras

EstudoFOE 270614O consumo de produtos bioenergéticos pela União Europeia já absorve a produção de uma área equivalente ao território da Suécia.
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Para sustentar seu atual nível de demanda por bioenergia, os países da União Europeia ocupam uma área agrícola superior ao território da Suécia.

A estimativa consta de um novo estudo elaborado pela Universidade de Economia e Negócios de Viena por encomenda da Amigos da Terra Europa.

EstudoFOE 270614
Para sustentar seu atual nível de demanda por bioenergia, os países da União Europeia ocupam uma área agrícola superior ao território da Suécia. A estimativa consta de um novo estudo elaborado pela Universidade de Economia e Negócios de Viena por encomenda da Amigos da Terra Europa.

Segundo o estudo, a demanda europeia por produtos bioenergéticos em 2010 já consumia a produção agrícola de 44,5 milhões de hectares por ano – a área da Suécia é de 45 milhões de ha. Mantido o atual padrão de crescimento, até 2030, os países da UE demandarão 70,2 milhões de ha. Mais ou menos o mesmo que a Suécia e a Polônia somados. 

Embora o setor de biocombustíveis ocupe uma parcela relativamente modesta dessa terra toda – 11% ou cerca de 6,7 milhões de hectares pelos números de 2010, a ONG alerta que esse segmento tem crescido de forma acelerada. Atualmente, o grande vilão é o setor de aquecimento, especialmente por causa do uso de lenha, que é responsável por uma impressionante fatia de 72%. Contudo, ela deve perder espaço nos próximos anos, chegando a 60% ao final do período. 

Biodiesel
No caso do biodiesel, a estimativa é que os cultivos energéticos necessários para atender à demanda dos países da UE ocupavam pelo menos 3,8 milhões de ha em 2010. Essa área deverá praticamente dobrar até 2030, atingindo 7,6 milhões de hectares. 

Como boa parte da matéria-prima usada na produção de biodiesel não é produzida na Europa, isso indica um aumento na demanda por soja (importada principalmente dos EUA e Argentina) e óleo de palma (do Sudeste Asiático). A organização ambientalista alerta que a ampliação desse mercado aumenta a pressão para que novas áreas agrícolas sejam dedicadas ao plantio de cultivos energéticos. Isso aumentaria a disputa por recursos agrícolas escassos e para a abertura de novas áreas. Em 2010, a demanda por matéria-prima importada foi de 1,1 milhão de hectares.

O estudo (em inglês) pode ser baixado clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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