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Agência da Onu vai examinar barreiras comerciais à energia renovável

Unctad Barreiras_020414A Unctad convocou um painel para debater as crescentes barreiras comerciais que travam o comércio global no setor de energias renováveis.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) convocou um painel para debater as barreiras comerciais que vem travando o crescimento da produção de energias renováveis no mundo. A reunião está marcada para acontecer na quinta-feira e sexta-feira desta semana na sede da agência em Genebra (Suíça).

Segundo a agência, diversos países e regiões vêm se aproveitando do direito de impor tarifas antidumping e compensatórias para criar barreiras à importação e, com isso, proteger seus mercados internos de energias renováveis.

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A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) convocou um painel para debater as barreiras comerciais que vem travando o crescimento da produção de energias renováveis no mundo. A reunião está marcada para acontecer na quinta-feira e sexta-feira desta semana na sede da agência em Genebra (Suíça).

Segundo a agência, diversos países e regiões vêm se aproveitando do direito de impor tarifas antidumping e compensatórias para criar barreiras à importação e, com isso, proteger seus mercados internos de energias renováveis.

Um estudo comissionado pela Unctad mostra que 41 casos do tipo já foram registrados desde 2008, mas que a tendência se acelerou a partir de 2012. Naquele ano, o setor de renováveis movimentou US$ 240 bilhões em investimentos.

Biocombustíveis
Desse total de casos, 16 envolvem o mercado de biocombustíveis – atrás apenas do setor de energia solar com 18 casos. Nas contas da agência, as barreiras causaram perdas de aproximadamente US$ 3,6 bilhões no comércio global de biocombustíveis.

Entre os casos mais recentes nesse sentido envolve a União Europeia, a Argentina e a Indonésia. Em novembro passado a UE oficializou a cobrança de tarifas antidumping contra as importações de biodiesel oriundas desses dois países.

A Argentina era o maior exportador mundial de biodiesel tendo chegado a exportar mais de 1,5 milhão de toneladas do biocombustível em 2012. O país sentiu o golpe, em dezembro – mês seguinte à imposição das tarifas – as exportações mensais do país despencaram para menos de 8,5 mil toneladas frente a uma média histórica de 119,5 mil toneladas.

A produção total de biodiesel na Argentina encolheu 18,5% no ano passado. Em grande medida por causa das dificuldades em encontrar um mercado que compense as perdas na Europa.

O encontro na Suíça vai debater as implicações dessa nova tendência para o desenvolvimento de uma indústria de energias limpas mais competitiva em termos globais.

O relatório da Unctad “Green Economy and Trade” pode ser baixado na íntegra clicando aqui (em inglês).

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: Unctad e Valor Econômico
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