Apesar da queda pronunciada em relação ao ano passado, o volume exportado se manteve em linha com o dos últimos anos
Já são 7 meses seguidos que as exportações brasileiras de soja em grão fecham no campo negativo. Em setembro de 2022, os embarques do grão ficaram 11% abaixo do patamar registrado no ano passado – foram 4,29 contra 4,82 milhões toneladas – de acordo com as contas mais recentes divulgadas pelo Ministério da Economia. No mês anterior, a contração havia sido de 6%.
De um modo geral, desde agosto o volume dos embarques mensais vem se mantendo bastante aderente à média dos últimos 5 anos. Usando o histórico do setor de baliza, é possível antecipar que as exportações continuarão desacelerando até janeiro de 2023, quando a soja do próximo ciclo começar a chegar ao mercado.
Já são 7 meses seguidos que as exportações brasileiras de soja em grão fecham no campo negativo. Em setembro de 2022, os embarques do grão ficaram 11% abaixo do patamar registrado no ano passado – foram 4,29 contra 4,82 milhões toneladas – de acordo com as contas mais recentes divulgadas pelo Ministério da Economia. No mês anterior, a contração havia sido de 6%.
Embora o resultado – bastante – negativo na comparação anual impressione, vale ressaltar que volume de setembro passado não está assim tão distante dos números dos últimos anos. Considerando apenas os meses de setembro, as exportações de soia em grão não têm se afastado tanto assim do patamar normal.
De um modo geral, desde agosto o volume dos embarques mensais vem se mantendo bastante aderente à média dos últimos 5 anos. Usando o histórico do setor de baliza, é possível antecipar que as exportações continuarão desacelerando até janeiro de 2023, quando a soja do próximo ciclo começar a chegar ao mercado.
Em termos de volume exportado, este não está sendo propriamente o melhor ano para os sojicultores do Brasil. De janeiro a setembro, as exportações do grão somaram 70,8 milhões de toneladas – bem abaixo dos resultados para esse mesmo período em 2021 e 2020.
Quebra
A queda não chega a ser inesperada. Ela reflete a quebra produção brasileira de soja no ciclo agrícola 2021/22. A Conab que, em dezembro passado, chegou a cravar que o país colheria 142,8 milhões de toneladas de soja, está encerrando as contas para a safra em cerca de 125,5 milhões de toneladas.
O resultado ficou cerca de 12,1% abaixo do teto das projeções.
Com menos soja à disposição, o país está exportando menos. Segundo a estimativa mais recente das Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o ano deve fechar com 77 milhões de toneladas de soja em grão exportados.
Valor
Mesmo exportando menos, o Brasil ganhou dinheiro como nunca no mercado externo.
Até agora, as exportações de soja já renderam US$ 41,5 bilhões ao país. Esse valor superar os US$ 38,6 bilhões faturados no ano passado inteiro quando as exportações passaram de 86,1 milhões de toneladas.
Esse bom resultado vem sendo alimentado pelo preço elevado que a soja brasileira vem pegando no mercado externo. O ciclo de altas, contudo, parece estar perdendo consistência. Em setembro, cada tonelada de soja exportada pelo Brasil foi remunerada em US$ 609,25 – cerca de 2,7% abaixo do valor médio em agosto.
Embora essa não seja uma queda drástica, os valores recebidos pela soja brasileira estão em queda desde junho quanto atingiram a máxima de US$ 630,19 por tonelada.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com