BiodieselBR
Publicidade

Exportações de óleo de soja dispararam em abril

A quantidade de óleo de soja embarcada para fora do país foi a maior para o período em toda a história

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A redução da mistura de biodiesel parece já estar afetando o equilíbrio do complexo soja no Brasil. Em abril, o país se desfez de 271,7 mil toneladas de óleo de soja, segundo os dados do Ministério da Economia. Este é – de longe – o maior volume já registrado para este mês. O valor do negócio ficou em US$ 261,4 milhões.

Antes, a maior exportação de óleo de soja para um mês de abril havia sido registrada em 2017. Quatro anos atrás, os embarques somaram 168,5 mil toneladas.

No ranking completo, o mês de abril de 2021 ocupa a sétima posição. Dos seis meses que estão na frente, cinco são anteriores ao lançamento da mistura obrigatória de biodiesel.

A redução da mistura de biodiesel parece já estar afetando o equilíbrio do complexo soja no Brasil. Em abril, o país se desfez de 271,7 mil toneladas de óleo de soja, segundo os dados do Ministério da Economia. Este é – de longe – o maior volume já registrado para este mês. O valor do negócio ficou em US$ 261,4 milhões.

Antes, a maior exportação de óleo de soja para um mês de abril havia sido registrada em 2017. Quatro anos atrás, os embarques somaram 168,5 mil toneladas.

No ranking completo, o mês de abril de 2021 ocupa a sétima posição. Dos seis meses que estão na frente, cinco são anteriores ao lançamento da mistura obrigatória de biodiesel.

O resultado de óleo se soma às exportações recorde de soja em grão. Em abril, os embarques do grão se aproximaram de 17,4 milhões de toneladas.

Atípico

Nos últimos cinco anos a marca do último mês só foi superada em junho do ano passado quando as exportações brasileiras deste derivado do principal produto do agronegócio brasileiro somaram 277,3 mil toneladas. Aquele também foi um mês atípico, mas por motivo muito diverso do atual.

Em meio a uma série de projeções pessimistas a respeito dos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre o mercado brasileiro de óleo diesel – e, consequentemente, de biodiesel – os esmagadores decidiriam que não valeria a pena segurar estoques. O salto nas exportações em junho – as maiores desde maio de 2012 – foi o resultado desse movimento de ajuste nas expectativas do mercado.

Só que a demanda de diesel acabou surpreendendo e pegou o mercado de calças curtas. O setor de biodiesel acabou passando o resto do ano lutando para conseguir a matéria-prima que precisava para continuar fabricando a quantidade de biodiesel que as distribuidoras precisavam. São fruto deste contexto, os cortes na mistura tanto no Leilão 75 quanto no Leilão 76.

A liberação para que as usinas fabricassem biodiesel usando matéria-prima importada foi outra consequência.

No fim, o Brasil teve que importar 455 mil toneladas de óleos e gorduras para compensar a falta de óleo de soja em seu mercado interno.

Ação governamental

Dessa vez, contudo, o gatilho para as exportações de óleo de soja não foi a pandemia. No último dia 09 de abril, o governo federal ordenou a redução da mistura obrigatória de 13% para 10% numa tentativa de mitigar impactos negativos sobre o preço final do óleo diesel.

A medida foi prorrogada para o quarto bimestre.

Embora busquem acalmar o mercado apontando que há outras variáveis em jogo, fontes do setor de biodiesel não negam que há similaridades na situação atual do mercado em relação ao que aconteceu no ano passado.

Assim como no caso do grão in natura, a China foi a maior compradora do óleo de soja exportado pelo Brasil. Os compradores chineses receberam 82,1% das exportações brasileiras em abril.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: