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Exportação de soja se mantém estável em outubro

Volume de soja em grão exportado praticamente repetiu o que havia sido registrado em setembro

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Não foi um grande salto, mas as exportações brasileiras de soja deram um passo adiante em outubro. Os números mais recentes do Ministério da Economia, mostram que os embarques do grão fecharam o mês passado pouco acima das 4,06 milhões de toneladas, volume virtualmente estável – queda de 0,5% – em relação à quantidade de soja exportadas em setembro que, após revisão por parte do ministério, ficou em 4,08 milhões de toneladas.

Nessa época do ano, as exportações de soja tendem a apresentar queda consistente. Nos últimos cinco anos – 2021 a 2017 –, as exportações recuaram robustos 17,9% entre os meses de setembro e outubro. Com o resultado mais recente, no entanto, as exportações do mês passado voltaram a furar a barreira da média de cinco anos – algo que não acontecia desde o mês de março.

Nos anos de 2018 e 2019 o mercado passou por repiques parecidos. Nesses dois anos, as exportações de soja interromperam o processo de queda nos embarques e voltaram a ganhar tração entre setembro e outubro.

Não foi um grande salto, mas as exportações brasileiras de soja deram um passo adiante em outubro. Os números mais recentes do Ministério da Economia, mostram que os embarques do grão fecharam o mês passado pouco acima das 4,06 milhões de toneladas, volume virtualmente estável – queda de 0,5% – em relação à quantidade de soja exportadas em setembro que, após revisão por parte do ministério, ficou em 4,08 milhões de toneladas.

Nessa época do ano, as exportações de soja tendem a apresentar queda consistente. Nos últimos cinco anos – 2021 a 2017 –, as exportações recuaram robustos 17,9% entre os meses de setembro e outubro. Com o resultado mais recente, no entanto, as exportações do mês passado voltaram a furar a barreira da média de cinco anos – algo que não acontecia desde o mês de março.

Nos anos de 2018 e 2019 o mercado passou por repiques parecidos. Nesses dois anos, as exportações de soja interromperam o processo de queda nos embarques e voltaram a ganhar tração entre setembro e outubro.

Apesar deste aumento na demanda externa, tudo indica que fecharemos o ano com exportações bem abaixo do patamar do último ano quando os embarques somaram 86,1 milhões de toneladas. De janeiro até outubro, o Brasil vendeu 74,6 milhões de toneladas de soja em grão. Volume bem menor que no mesmo período dos últimos dois anos – quando foram movimentados, respectivamente, 81,2 e 80,8 milhões de toneladas da oleaginosa.

Considerando a movimentação do mercado exportador nos últimos cinco anos, o sexto bimestre representa apenas 7,3% dos embarques totais. Isso permite antecipar que as exportações para o período de novembro e dezembro ficarão um pouco acima de 5,87 milhões de toneladas o que colocaria o resultado total do ano nas imediações das 80,5 milhões de toneladas.

O valor supera em pouco mais de 3,5 milhões de toneladas as projeções feitas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) cuja estimativa mais recente é que as exportações de soja em grão movimentem 77 milhões de toneladas.

Um pouco menos de China

O principal destino da soja brasileira é a China. Até o momento, o país asiático absorveu 50,5 milhões de toneladas da soja exportada pelo Brasil o que representa 67,7% do total.

Embora mantenha a liderança isolada como maior comprador do principal produto do agro brasileiro, a parcela vem decaindo nos últimos anos. Em 2018, o mercado chinês representou 82,3% das exportações nacionais de soja. De lá para cá, esse percentual vem recuando ano a ano.

Valor

Mesmo que volume de soja embarcado pelo Brasil não esteja particularmente vistoso este ano, o faturamento mais do que compensa. Até agora, o país já recebeu US$ 43,9 bilhões pelos grãos que vendeu, abrindo 13,7% de vantagem sobre o resultado do ano passado inteiro.

Em 2021, os ganhos dos sojicultores brasileiros com as vendas para o exterior foram de US$ 38,6 bilhões.

Esse resultado se deve principalmente à uma disparada nos preços pagos pelo grão verificada depois do estouro da Guerra Russo-Ucraniana no final de fevereiro.

Em junho – mês em que os preços atingiram seu maior patamar – a tonelada de soja chegou a custar US$ 630,26. Alta de aproximadamente 26,1% sobre os valores pré-guerra.

Desde então, os preços vêm perdendo tração lentamente. Em outubro, a média ficou em US$ 612,91 por tonelada. São 2,7% menos do que no pico.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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