Volume de embarques para o período foi o menor dos últimos três anos; de janeiro a julho exportações de soja in natura recuaram 8,6% em relação ao ano passado
As exportações nacionais de soja in natura no mês de julho ficaram 13,3% abaixo das registradas no ano passado. Segundo dados do Ministério da Economia, a quantidade do grão que foi embarcada ao longo do mês passado ficou um pouco abaixo de 7,52 milhões de toneladas, o que faz deste julho o menos exportador desde 2019.
Consistente
A nova queda é consistente com o comportamento que o mercado vem apresentando desde março – já são cinco meses seguidos com as vendas externas abaixo do mês equivalente do ano passado. Somadas as vendas externas de soja em grão de janeiro até julho, as exportações totalizaram 60,5 milhões de toneladas. Isso representa uma queda de 8,5% sobre o mesmo período do ano passado.
As exportações nacionais de soja in natura no mês de julho ficaram 13,3% abaixo das registradas no ano passado. Segundo dados do Ministério da Economia, a quantidade do grão que foi embarcada ao longo do mês passado ficou um pouco abaixo de 7,52 milhões de toneladas, o que faz deste julho o menos exportador desde 2019.
Na comparação com o ano passado, foram embarcadas cerca de 1,15 milhões te toneladas a menos soja em 2022. Praticamente metade dessa queda veio da redução das vendas para a China – o maior comprador da soja brasileira. Este ano, o país asiático consumiu 5,17 milhões de toneladas do grão, 593 mil toneladas menos do que no ano passado.
Consistente
A nova queda é consistente com o comportamento que o mercado vem apresentando desde março – já são cinco meses seguidos com as vendas externas abaixo do mês equivalente do ano passado. Somadas as vendas externas de soja em grão de janeiro até julho, as exportações totalizaram 60,5 milhões de toneladas. Isso representa uma queda de 8,5% sobre o mesmo período do ano passado.
O principal motivo da queda nas vendas internacionais de soja brasileira foi a quebra da safra nacional 2021/22. Em dezembro, as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontavam para a produção de 142,8 milhões de toneladas; os números mais recentes rondam os 124 milhões de toneladas – cerca de 13,1% menor do que na virada do ano.
Com menos grão disponível, as exportações têm sido sacrificadas. A estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) indica que as exportações serão de 76,8 milhões de toneladas este ano, cerca de 9,3 milhões de toneladas – 11% – menos do que em 2021.
Valores
Apesar dos volumes em queda, os ganhos dos sojicultores com as exportações estão em alta. Em julho, o faturamento foi de US$ 4,71 bilhões o que representa uma expansão de 18,2% sobre julho de 2021.
Esse descasamento é alimentado pelo preço da soja. Salvo alguns períodos de turbulência, os valores pagos pelos compradores vêm subindo de forma consistente desde maio de 2020, mas ganharam um novo empurrão depois do começo da guerra na Ucrânia em fevereiro deste ano.
O processo de alta, contudo, parece ter atingido seu teto no mês passado. Entre junho e julho, as cotações tiveram variação negativa de 0,6% fechando o mês em US$ 626,38 por tonelada.
Do começo do ano até agora, as exportações do grão já renderam US$ 35,2 bilhões ao país. Com mais cinco meses pela frente faltam só US$ 3,43 bilhões para igualar o recorde do ano passado quando o mercado externo de soja gerou US$ 38,6 bilhões em receitas para o Brasil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com