Embora o ritmo de embarques no mês passado tenha ficado abaixo do visto em 2018, ele supera de longe o de anos anteriores
O Brasil continua exportando quantidades expressivas de soja. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do grão se aproximaram de 4,87 milhões de toneladas no mês de outubro. As vendas acrescentaram aproximadamente US$ 1,75 bilhões às contas externas brasileiras do período.
O Brasil continua exportando quantidades expressivas de soja. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do grão se aproximaram de 4,87 milhões de toneladas no mês de outubro. As vendas acrescentaram aproximadamente US$ 1,75 bilhões às contas externas do período.
A quantidade de soja exportada representa um aumento quase de 9,5% em relação ao resultado apurado em setembro. Este é um movimento incomum para o mercado brasileiro. Nos últimos anos, as exportações de soja vêm seguindo uma curva bem típica: os volumes vão subindo ao longo dos primeiros meses do ano até atingirem seu pico por volta de maio e, a partir deste ponto, caem de forma consistente.
O ciclo vinha se repetindo a risca em 2019 até o mês passado, quando os embarques voltaram a ganhar sustentação e descolaram da curva. Agora, este processo se intensificou.
Reprisando 2018
Numa escala menor, 2019 parece estar repetindo o ano passado.
Em 2018, o recrudescimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China causou um repique nas exportações brasileiras fazendo com que as vendas externas entrassem num platô entre setembro e dezembro. Este ano a virada parece ter acontecido um mês antes.
Não quer dizer que devamos superar recorde do ano passado, quando as exportações atingiram a marca de 83,2 milhões de toneladas de soja em grão. De janeiro a outubro de 2019, saíram do país 67,8 milhões de toneladas de soja. Um ano atrás o resultado parcial do período estava em 74,3 milhões de toneladas, contração de 8,8%.
Por enquanto, 2019 está se encaminhando para ocupar um honroso segundo lugar no histórico do segmento, batendo o resultado de 2017 por uma margem de 6,5%.
Ganhos
O faturamento é que não está indo tão bem assim. Nos primeiros 10 meses do ano, as exportações somaram US$ 24 bilhões praticamente empatada com a performance de 2017 e quase 19% abaixo das registradas em 2018.
O motivo é o preço mais baixo recebido pelo país por suas exportações este ano. Embora as cotações venham ensaiando uma reação, acumulam alta de 5,2% desde junho, as cotações ainda estão em patamares relativamente baixos.
Em outubro, o valor médio recebido por cada tonelada de soja exportada foi de US$ 360,29. Com exceção de 2019, a última vez ao longo dos últimos cinco anos que tivemos médias mensais abaixo das atuais foi durante um curto período entre fevereiro e maio de 2016.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com