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Governo do Ceará paga R$ 200 por hectare de mamona plantado

MamonaCeara 200514O governo do Ceará renovou por mais um ano o incentivo de R$ 200 que paga por hectare de mamona plantada por agricultores familiares.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O Ceará paga R$ 200 por hectare de mamona plantado por pequenos produtores da agricultura familiar. A ideia do benefício é tornar o cultivo da oleaginosa mais atraente para produtores que queiram plantar mamona consorciada com as lavouras de milho e de feijão.

Cada agricultor pode recebera o benéfico para, até, três hectares plantados.

O Ceará paga R$ 200 por hectare de mamona plantado por pequenos produtores da agricultura familiar. A ideia do benefício é tornar o cultivo da oleaginosa mais atraente para produtores que queiram plantar mamona consorciada com as lavouras de milho e de feijão. Cada agricultor pode recebera o benéfico para, até, três hectares plantados.

Os recursos para a iniciativa para o ano de 2014 foram aprovados na última quinta-feira (15) como parte de um pacote de R$ 152,3 milhões que a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) do estado.

Criada em 2012, a iniciativa faz parte do Programa Cearense do Biodiesel que mantém convênios com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Petrobras Biocombustível. A estatal possui uma usina de biodiesel com capacidade para fabricar até 108,6 milhões de litros anuais instalada no município cearense de Quixadá. 

Atualmente, o público beneficiado pelo programa chega a seis mil agricultores familiares. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Emartece) trabalhar diretamente com os agricultores beneficiados prestando serviços de assistência técnica.

Segundo o titular da SDA, Nelson Martins, esse é um recurso que entra diretamente no bolso dos agricultores. "Esses são recursos em que não há contrapartida ou ressarcimento por parte do beneficiado, necessitando autorização específica da Assembleia para a aplicação da verba do referido programa", esclareceu.

Mamona
Embora a mamona tenha se tornado o maior símbolo do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) na época em que ele foi anunciado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2004, a oleaginosa não cumpriu a promessa de tornar a agricultura familiar da Região Nordeste uma grande produtora de matérias-primas para a indústria de biocombustíveis. 

De acordo com dados da Conab, o estado nordestino é o segundo maior produtor de mamona do país – atrás apenas da Bahia –, com praticamente 14 mil hectares plantados na safra 2013/14. 

A produção esperada para essa temporada é de 5,7 mil toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações do Diário do Nordeste e SDA 
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