A Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) está empenhada em reverter o desgaste que sua imagem vem sofrendo ao longo dos últimos tempos. Há poucos meses, a entidade revogou os certificados de um dos maiores produtores de óleo de palma do mundo – o Grupo IOI.
A Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) está empenhada em reverter o desgaste que sua imagem vem sofrendo ao longo dos últimos tempos. Há poucos meses, a entidade revogou os certificados de um dos maiores produtores de óleo de palma do mundo – o Grupo IOI.
Agora, a RSPO está considerando enrijecer os controles sobre a forma como são conduzidos os processos de auditoria que certificam se cada produtor de palma atende – ou não – aos critérios de sustentabilidade ¬definidos pelo órgão. As mudanças devem acontecer na reunião da RSPO marcada para o mês de novembro.
O movimento procura desarmar algumas das principais críticas que a RSPO vem recebendo de entidades ambientalistas. Em novembro de 2015, um relatório publicado pela ONG britânica Environmental Investigation Agency (IEA) no qual acusou as empresas de auditoria responsáveis por conceder as certificações de estarem “conspirando com as companhias produtoras para ocultar violações”.
Transparência
Para virar o jogo, a RSPO montou um grupo de trabalho para discutir mudanças no processo de auditoria. Segundo o líder dessa iniciativa, Paul Wolvekamp, a ideia principal é tornar todo o processo mais transparente permitindo que as auditorias iniciais sejam reavaliadas para garantir que os padrões foram realmente alcançados.
“Um componente é dar acesso à outras partes interessadas para que elas detectem fraquezas [no processo de auditoria]. Os críticos precisam fazer parte do processo”, disse ele à Reuters acrescentando que algum sistema que permita ter um histórico da performance dos auditores.
Outro ponto é o fortalecimento da Accreditation Services International (ASI), um grupo independente que monitora o trabalho dos auditores.
Hoje, as companhias de palma-de-óleo interessadas em obter a certificação da RSPO contratam diretamente as auditorias. Ou seja, a contratada é quem fica responsável por avaliar a sua contratante o que, evidentemente, pode maximizar conflito de interesses. Para remediar o problema, as contratações poderiam passar a ser intermediadas pela ASI.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) está empenhada em reverter o desgaste que sua imagem vem sofrendo ao longo dos últimos tempos. Há poucos meses, a entidade revogou os certificados de um dos maiores produtores de óleo de palma do mundo – o Grupo IOI.
Agora, a RSPO está considerando enrijecer os controles sobre a forma como são conduzidos os processos de auditoria que certificam se cada produtor de palma atende – ou não – aos critérios de sustentabilidade ¬definidos pelo órgão. As mudanças devem acontecer na reunião da RSPO marcada para o mês de novembro.
O movimento procura desarmar algumas das principais críticas que a RSPO vem recebendo de entidades ambientalistas. Em novembro de 2015, um relatório publicado pela ONG britânica Environmental Investigation Agency (IEA) no qual acusou as empresas de auditoria responsáveis por conceder as certificações de estarem “conspirando com as companhias produtoras para ocultar violações”.
Transparência
Para virar o jogo, a RSPO montou um grupo de trabalho para discutir mudanças no processo de auditoria. Segundo o líder dessa iniciativa, Paul Wolvekamp, a ideia principal é tornar todo o processo mais transparente permitindo que as auditorias iniciais sejam reavaliadas para garantir que os padrões foram realmente alcançados.
“Um componente é dar acesso à outras partes interessadas para que elas detectem fraquezas [no processo de auditoria]. Os críticos precisam fazer parte do processo”, disse ele à Reuters acrescentando que algum sistema que permita ter um histórico da performance dos auditores.
Outro ponto é o fortalecimento da Accreditation Services International (ASI), um grupo independente que monitora o trabalho dos auditores.
Hoje, as companhias de palma-de-óleo interessadas em obter a certificação da RSPO contratam diretamente as auditorias. Ou seja, a contratada é quem fica responsável por avaliar a sua contratante o que, evidentemente, pode maximizar conflito de interesses. Para remediar o problema, as contratações poderiam passar a ser intermediadas pela ASI.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com