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Plantio da palma-de-óleo pode acelerar mudanças climáticas

palma mudanca_climatica_010213Pesquisa publicada na Nature mostra que o aumento das plantações de palma para biocombustíveis pode acelerar as mudanças climáticas.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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Pesquisa publicada na Nature mostra que o aumento das plantações de palma para biocombustíveis pode acelerar as mudanças climáticas.

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O aumento das plantações de palma-de-óleo para a produção de biocombustíveis pode acelerar os efeitos das mudanças climáticas. Essa é a conclusão de um novo estudo elaborado por um grupo de internacional de especialistas publicado pela revista científica Nature.

O trabalho examinou a forma como o desmatamento de áreas úmidas da Malásia para abrir espaço para novas plantações de palma está liberando mais gás carbônico na atmosfera. A derrubada da vegetação nativa abre caminho para que micróbios cresçam liberando os estoques de CO2 que estiveram acumulados nos solos durante milênios. Mais de 80% da produção de palma está concentrada na Indonésia e na Malásia onde, de acordo com algumas estimativas, uma área do tamanho da Grécia é desmatada a cada ano para acomodar novas plantações.

A forma como a cultura vem avançando sobre áreas de mata nativa nos países asiáticos está sob fogo cerrado de grupos ambientalistas. Cada vez mais eles tem questionado os benefícios que os biocombustíveis podem gerar para a mitigação das emissões de gases relacionados ao efeito estufa (GEEs) em nível global. Essa situação iria contra os objetivos iniciais das políticas de incentivo aos biocombustíveis que veem neles uma maneira de mitigar as emissões geradas por combustíveis fósseis.

O óleo de palma vem conquistando espaço nesse mercado por ser uma opção mais barata para a produção de biodiesel do que outras oleaginosas como a canola e a soja.

Um relatório da União Europeia mostrou que, dependendo da forma como sua matéria-prima for produzida, o biodiesel feito com óleo de palma pode ser ainda mais poluente do que o diesel de petróleo.

O estudo mediu a quantidade de gás carbônico presente na água dos canais de drenagem em dendezais malaios plantados sobre áreas que originalmente eram cobertas por pântanos. O que ele descobriram foi que reservas de carbono que haviam sido sequestradas nas camadas mais profundas do solo estavam se sendo dissolvidas pela água e, posteriormente, liberadas na atmosfera. “Sabíamos já há algum tempo que as plantações de palma no Sudeste da Ásia eram uma ameaça para a biodiversidade e que as queimadas poderiam liberar enormes quantidades de dióxido de carbono”, disse para a Reuters um dos autores do estudo, Chris Freeman, da Universidade de Bangor no País de Gales. “Mas a descoberta de uma fonte nova e ‘oculta’ de emissões nas águas que são drenadas das áreas originalmente pantanosas é um lembrete de que esses ecossistemas realmente precisam ser conservados”, completou.

A iniciativa incluiu cientistas de universidades e instituições de pesquisa do Reino Unido, da Indonésia e da Holanda.

Nina Chestney – Reuters
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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