Durou só quatro meses a suspensão que a Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) havia imposto ao Grupo IOI – um dos maiores produtores de óleo de palma no sudeste asiático. Nessa sexta-feira (05), o Conselho de Governadores da entidade certificadora para o mercado global de palma anunciou que havia decidido reintegrar a companhia de origem malaia. Essa determinação é válida a partir de hoje (08).
Durou só quatro meses a suspensão que a Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) havia imposto ao Grupo IOI – um dos maiores produtores de óleo de palma no sudeste asiático. Nessa sexta-feira (05), o Conselho de Governadores da entidade certificadora para o mercado global de palma anunciou que havia decidido reintegrar a companhia de origem malaia. Essa determinação é válida a partir de hoje (08).
Com isso, o Grupo IOI volta a ter o direito a comercializar seus produtos usando o certificado da RSPO para atestar eles são fabricados atendendo a uma série de critérios socioambientais. Esse tipo de certificação vem sendo exigido por diversos compradores de grande porte.
Desde o começo de abril, o IOI estava suspenso das RSPO. A punição havia sido imposta pelo Painel de Reclamações – organismo responsável por investigar e punir certificadas que não estejam cumprindo suas obrigações – depois que problemas foram identificados em diversas de suas subsidiárias em resposta a acusações pela consultoria em desenvolvimento sustentável Aidenvaronment.
Embora tenha durado pouco tempo, a perda do certificado levou clientes como a Unilever, Kellogg e Mars a anunciarem que deixariam de comprar óleo do Grupo IOI que controla cerca de 179 mil hectares de dendezais e vende cerca de 2,6 milhões de toneladas de óleo em 2015.
Ainda é cedo para dizer se – e quando – esses clientes voltaram a fazer negócios com o IOI, mesmo assim, depois do anúncio da reintegração as ações do grupo se valorizaram 5,2% durante o pregão de sexta-feira na Bolsa Malásia.
Avanço satisfatório
A nova decisão da RSPO foi embasada num parecer do próprio Painel de Reclamações que se declarou satisfeito com os compromissos assumidos pela direção do grupo industrial asiático para regularizar suas práticas.
A manutenção do documento, no entanto, dependerá da implementação de um plano de ação dentro do prazo de um ano. Esse plano – e seus resultados – precisará ser validado por um grupo de especialistas externos apontado pela certificadora dentro dos próximos dias. De acordo com um comunicado emitido pelo Conselho de Governadores da RSPO as certificações podem ser cassadas com efeito imediato “caso esse grupo verificador identifique falhas significativas na implementação dos compromissos do IOI”.
Já os grupos ambientalistas se mostraram bem mais cautelosos. “É cedo demais. Só podemos esperar que o IOI se mantenha fiel ao acordo”, declarou Peter Haan, diretor da Aidenvironment – consultoria em meio ambiente que foi a responsável pelas acusações que levaram à retirada da certificação da empresa
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Durou só quatro meses a suspensão que a Mesa Redonda para a Palma-de-Óleo Sustentável (RSPO, na sigla em inglês) havia imposto ao Grupo IOI – um dos maiores produtores de óleo de palma no sudeste asiático. Nessa sexta-feira (05), o Conselho de Governadores da entidade certificadora para o mercado global de palma anunciou que havia decidido reintegrar a companhia de origem malaia. Essa determinação é válida a partir de hoje (08).
Com isso, o Grupo IOI volta a ter o direito a comercializar seus produtos usando o certificado da RSPO para atestar eles são fabricados atendendo a uma série de critérios socioambientais. Esse tipo de certificação vem sendo exigido por diversos compradores de grande porte.
Desde o começo de abril, o IOI estava suspenso das RSPO. A punição havia sido imposta pelo Painel de Reclamações – organismo responsável por investigar e punir certificadas que não estejam cumprindo suas obrigações – depois que problemas foram identificados em diversas de suas subsidiárias em resposta a acusações pela consultoria em desenvolvimento sustentável Aidenvaronment.
Embora tenha durado pouco tempo, a perda do certificado levou clientes como a Unilever, Kellogg e Mars a anunciarem que deixariam de comprar óleo do Grupo IOI que controla cerca de 179 mil hectares de dendezais e vende cerca de 2,6 milhões de toneladas de óleo em 2015.
Ainda é cedo para dizer se – e quando – esses clientes voltaram a fazer negócios com o IOI, mesmo assim, depois do anúncio da reintegração as ações do grupo se valorizaram 5,2% durante o pregão de sexta-feira na Bolsa Malásia.
Avanço satisfatório
A nova decisão da RSPO foi embasada num parecer do próprio Painel de Reclamações que se declarou satisfeito com os compromissos assumidos pela direção do grupo industrial asiático para regularizar suas práticas.
A manutenção do documento, no entanto, dependerá da implementação de um plano de ação dentro do prazo de um ano. Esse plano – e seus resultados – precisará ser validado por um grupo de especialistas externos apontado pela certificadora dentro dos próximos dias. De acordo com um comunicado emitido pelo Conselho de Governadores da RSPO as certificações podem ser cassadas com efeito imediato “caso esse grupo verificador identifique falhas significativas na implementação dos compromissos do IOI”.
Já os grupos ambientalistas se mostraram bem mais cautelosos. “É cedo demais. Só podemos esperar que o IOI se mantenha fiel ao acordo”, declarou Peter Haan, diretor da Aidenvironment – consultoria em meio ambiente que foi a responsável pelas acusações que levaram à retirada da certificação da empresa
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com