Há cada vez mais tensão na relação entre os grupos ambientalistas e a Mesa Redonda da Palma-de-Óleo (RSPO, na sigla em inglês). Diversos deles vêm tomando providências para abandonar de vez a entidade que é considerada o principal esquema para a certificação socioambiental da produção de palma em nível mundial.
Há cada vez mais tensão na relação entre os grupos ambientalistas e a Mesa Redonda da Palma-de-Óleo (RSPO, na sigla em inglês). Diversos deles vêm tomando providências para abandonar de vez a entidade que é considerada o principal esquema para a certificação socioambiental da produção de palma em nível mundial.
É o caso da ONG holandesa, Aidenvironment que acusa a certificadora de fazer vistas grossas para violações perpetradas por grandes grupos empresariais. “Vamos ter uma reunião com a RSPO”, disse Eric Wakker que é o consultor sênior no escritório asiático da Aidenvironment. “Se a RSPO não se comprometer em mudar, deixaremos de ser membros”, ameaça.
O pivô da crise foi a punição relâmpago ao Grupo IOI. No começo de abril, o grupo industrial de origem malaia que é um dos maiores produtores globais de óleo de palma perdeu o direito a usar o certificado atestando que seus produtos atendem a critérios socioambientais estritos. A punição foi decidida depois de mais de um ano de investigação por parte do Painel de Reclamações da RSPO a respeito da conduta de subsidiárias da empresa na Indonésia.
Apenas quatro meses mais tarde, no entanto, a RSPO devolveu os certificados ao Grupo IOI.
Isso desgastou uma relação que já não vinha lá muito bem. No final do ano passado, uma ONG britânica especializada na investigação de crimes ambientais – a Environmental Investigation Agency (EIA) – publicou um relatório pintando um quadro desalentador sobre a efetividade da RSPO e sobre práticas pouco virtuosas por parte das empresas de auditoria responsáveis por atestar se os produtores de palma realmente cumprem as regras esperadas delas.
Em junho, a suíça Fundação PanEco abandonou publicamente a certificadora citando – ironicamente – o “elevado nível de inação” da organização da RSPO.
Multissetorial
Embora as ONGs sejam menos de 2% das 3080 associadas da RSPO, elas são vistas como sua maior reserva moral. Seu desligamento pode erodir a credibilidade do óleo de palma certificado.
A RSPO foi formalizada em 2004 como um fórum multissetorial no qual fabricantes, ativistas e autoridades governamentais poderiam se reunir para definir critérios que garantissem a sustentabilidade da produção de palma que, ne época, vinha se expandindo de forma acelerada sobre florestas tropicais de países do Sudeste Asiático.
Segundo Wakker disse à agência de notícias Reuters, esse compromisso está sendo traído. "A secretariado das RSPO está mais interessado em vender certificados do que em garantir sua credibilidade”, atacou.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Há cada vez mais tensão na relação entre os grupos ambientalistas e a Mesa Redonda da Palma-de-Óleo (RSPO, na sigla em inglês). Diversos deles vêm tomando providências para abandonar de vez a entidade que é considerada o principal esquema para a certificação socioambiental da produção de palma em nível mundial.
É o caso da ONG holandesa, Aidenvironment que acusa a certificadora de fazer vistas grossas para violações perpetradas por grandes grupos empresariais. “Vamos ter uma reunião com a RSPO”, disse Eric Wakker que é o consultor sênior no escritório asiático da Aidenvironment. “Se a RSPO não se comprometer em mudar, deixaremos de ser membros”, ameaça.
O pivô da crise foi a punição relâmpago ao Grupo IOI. No começo de abril, o grupo industrial de origem malaia que é um dos maiores produtores globais de óleo de palma perdeu o direito a usar o certificado atestando que seus produtos atendem a critérios socioambientais estritos. A punição foi decidida depois de mais de um ano de investigação por parte do Painel de Reclamações da RSPO a respeito da conduta de subsidiárias da empresa na Indonésia.
Apenas quatro meses mais tarde, no entanto, a RSPO devolveu os certificados ao Grupo IOI.
Isso desgastou uma relação que já não vinha lá muito bem. No final do ano passado, uma ONG britânica especializada na investigação de crimes ambientais – a Environmental Investigation Agency (EIA) – publicou um relatório pintando um quadro desalentador sobre a efetividade da RSPO e sobre práticas pouco virtuosas por parte das empresas de auditoria responsáveis por atestar se os produtores de palma realmente cumprem as regras esperadas delas.
Em junho, a suíça Fundação PanEco abandonou publicamente a certificadora citando – ironicamente – o “elevado nível de inação” da organização da RSPO.
Multissetorial
Embora as ONGs sejam menos de 2% das 3080 associadas da RSPO, elas são vistas como sua maior reserva moral. Seu desligamento pode erodir a credibilidade do óleo de palma certificado.
A RSPO foi formalizada em 2004 como um fórum multissetorial no qual fabricantes, ativistas e autoridades governamentais poderiam se reunir para definir critérios que garantissem a sustentabilidade da produção de palma que, ne época, vinha se expandindo de forma acelerada sobre florestas tropicais de países do Sudeste Asiático.
Segundo Wakker disse à agência de notícias Reuters, esse compromisso está sendo traído. "A secretariado das RSPO está mais interessado em vender certificados do que em garantir sua credibilidade”, atacou.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com