As cotações médias dos óleos vegetais mais comercializados ao redor do globo são acompanhados pela FAO desde janeiro 1990
Os óleos vegetais nunca estivaram tão caros! De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), uma cesta formada pelos 10 óleos mais comercializados ao redor do mundo atingiu a marca histórica de 184,8 pontos em outubro. O valor é o maior desde janeiro de 1990 quando a agência da ONU passou a acompanhar sistematicamente as cotações de diversas commodities alimentares para publicar o Índice FAO do Preço dos Alimentos.
Rebote
O mercado dos óleos vegetais já vinha dando sinais de que estava se preparando para iniciar uma alta mais substancial desde meados de 2019 – os preços se valorizaram cerca de 31% ao longo do segundo semestre daquele ano –, mas o processo acabou abortado pela expansão da pandemia do novo coronavírus no começo de 2020.
Os óleos vegetais nunca estivaram tão caros! De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), uma cesta formada pelos 10 óleos mais comercializados ao redor do mundo atingiu a marca histórica de 184,8 pontos em outubro. O valor é o maior desde janeiro de 1990 quando a agência da ONU passou a acompanhar sistematicamente as cotações de diversas commodities alimentares para publicar o Índice FAO do Preço dos Alimentos.
Nos 32 anos que o indicador existe, a média dos preços da cesta de óleos vegetais observada é de 85,7 pontos. É menos da metade do valor que foi medido no mês passado.
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O mercado dos óleos vegetais já vinha dando sinais de que estava se preparando para iniciar uma alta mais substancial desde meados de 2019 – os preços se valorizaram cerca de 31% ao longo do segundo semestre daquele ano –, mas o processo acabou abortado pela expansão da pandemia do novo coronavírus no começo de 2020.
Desde maio de 2020, contudo, o mercado voltou a disparar. De lá para cá, os preços já subiram praticamente 138%. Apenas entre setembro e outubro, a valorização foi de 9,6%. Esse é a terceira maior valorização mensal ao longo do último um ano e meio.
Segundo os técnicos da FAO, a alta vem sendo puxada pelo mercado de óleo de palma em função de preocupações do mercado de que a produção na Malásia – o segundo maior produtor do mundo – seja afetada por restrições da oferta de mão-de-obra migrante para as plantações. Isso acontece ao mesmo tempo em que o maior consumidor mundial de óleos alimentares, a Índia, reduziu as tarifas de importação dando sustentação às cotações.
Além do mercado de alimentação aquecido, os preços do petróleo também vêm alavancando a demanda global por biocombustíveis o que ajuda a garantir outro mercado potencial para os óleos vegetais.
No resultado geral, os óleos têm sido uma das principais fontes de pressão sobre os preços dos alimentos ao redor do mundo. Em outubro, eles foram a classe de produtos com maior alta entre todos os que compõem o Índice FAO, que subiu mais 3% atingindo 133,2 pontos – seu maior patamar desde julho de 2011.
Cereais (3,2%) e lácteos (2,2%) também pressionaram os preços. Já carnes (-0,7%) e açúcar (-1,8%) contrabalançaram.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com