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Óleos vegetais ficaram mais caros em outubro, diz FAO

IndiceFAO Outubro_071113Os óleos vegetais ficaram mais caros em outubro. A constatação faz parte da nova edição do Índice FAO.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Os óleos vegetais ficaram 2% mais caros no mês passado. A constatação é da FAO que publicou hoje a nova edição do Índice FAO.

Grafico FAO_071113
Os óleos vegetais ficaram 2% mais caros no mês passado. A constatação é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que publicou hoje a edição de novembro do Índice FAO – indicador criado para acompanhar os variações nos preços globais dos alimentos.

O indicador para óleos e gorduras fechou outubro com 188 pontos, um avanço de 3,7 pontos em relação ao mês anterior. Esse já é o segundo mês seguido de alta nos preços [http://www.biodieselbr.com/noticias/materia-prima/alimento/cotacao-oleos-gorduras-registra-pequena-alta-041013.htm] – setembro marcou o ponto de virada de uma tendência de queda nos preços que iniciada em fevereiro passado. 

Mesmo com as duas elevações consecutivas, os preços continuam em patamares que podem ser considerados relativamente moderados. Em agosto, o indicador atingiu seu ponto mais baixo em mais de três anos [http://www.biodieselbr.com/noticias/materia-prima/alimento/cotacao-oleos-gorduras-continua-caindo-050913.htm]. 

A média do indicador de óleos para os últimos 5 anos é 201,2 pontos. Os preços de outubro ficaram 7% abaixo desse valor.

Causas
Segundo o relatório, as cotações do óleo de palma foram puxadas para cima em função da produção no Sudeste Asiático ter ficado abaixo das projeções. Óleo vegetal mais usado no mundo, a palma teve elevação de 5% atingindo seu maior preço nos últimos 13 meses. 

Já o óleo de soja permanece com preços relativamente baixos e, de acordo com a FAO, fechou outubro valendo menos que no mesmo mês do ano passado. Apesar das dificuldades com a atual safra de soja dos Estados Unidos, as projeções para a produção desta oleaginosa continuam favoráveis.

Índice geral
Em seu indicador para o mercado de alimentos em geral, o Índice FAO também subiu 1,3% em outubro, ficando em 205,8 pontos. Todos os produtos acompanhados pelos técnicos da organização – além de óleos vegetais, o índice inclui carnes, laticínios, cereais e açúcar – registraram elevação no período. A maior alta individual foi do açúcar que subiu 7,4%.

Isso encerrou uma trajetória de queda que vinha se mantendo desde abril passado. Apesar da elevação, os preços ainda estão 5,3% abaixo dos patamares registrados em outubro do ano passado (217,3 pontos).

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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