Óleos vegetais atingem menores preços em 6 anos, diz FAO
Depois de dois meses de alta, as cotações internacionais da cesta de óleos vegetais usados como referência pelo Índice FAO voltaram a cair.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Teve vida curta o repique nos preços dos óleos vegetais. Depois de dois meses seguidos de alta, as cotações acompanhadas pelo Índice FAO voltaram a apontar para baixo.
Teve vida curta o repique nos preços dos óleos vegetais. Depois de dois meses seguidos de alta, as cotações acompanhadas pelo Índice FAO voltaram a apontar para baixo.
Entre os meses de junho e julho, os preços dos 10 óleos vegetais que compõem a cesta consolidada no índice recuaram cerca de 5,5%. Eles fecharam o mês valendo 147,6 pontos, esse é o menor valor para em seis anos – em julho de 2009, o índice estava em 146,1.
Com uma ou outra reação, os preços mensais vêm recuando de forma mais ou menos consistente desde março de 2014 quando atingiram o pico de 204,8 pontos. Desde então, eles já perderam 27,9% do valor.
Geral
Em julho, os preços globais dos alimentos recuaram pelo nono mês consecutivo fechando em 164,6 pontos, 1% a menos que em junho. Esse é o menor valor desde setembro de 2009.
Além dos óleos vegetais, a queda nos preços dos laticínios – de 7,2% – puxou o índice geral para baixo. Já os mercados de carnes (0,3%), cereais (2%) e açúcar (2,5%) se valorizaram.
Brasil
A queda das cotações dos óleos não vem sendo sentida no mercado interno brasileiro. Um dos motivos é a alta do dólar que, nos últimos 12 meses, subiu mais de 50%, fazendo com os preços do óleo de soja em reais ficassem mais elevados mesmo com a queda das cotações internacionais.
O leilão que acontece na próxima semana tem o maior preço de referência para o biodiesel desde o final de 2012.