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Cotações de internacionais dos óleos vegetais ensaiam recuperação

Embora ainda estejam em níveis historicamente baixos, as cotações globais dos óleos vegetais subiram 1,3% entre os meses de maio e de junho.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Embora ainda estejam se mantendo em níveis historicamente baixos – desde 2009 o mercado não vivia um período tão prolongado de preços reduzidos –, as cotações globais dos óleos vegetais parecem estar voltando a ganhar sustentação. De acordo com a edição mais recente do Índice FAO, os óleos mais comercializados no mundo subiram 1,3%.

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Embora ainda estejam se mantendo em níveis historicamente baixos – desde 2009 o mercado não vivia um período tão prolongado de preços reduzidos –, as cotações globais dos óleos vegetais parecem estar voltando a ganhar sustentação. De acordo com a edição mais recente do Índice FAO, os óleos mais comercializados no mundo subiram 1,3% em média fechando o mês passado em 156,2 pontos.

Esse foi o segundo mês consecutivo de elevação nos preços. Desde abril, as cotações subiram 4%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, o mercado está pedindo 17,3% menos pelo insumo.

Segundo o relatório publicado pela agência das Nações Unidas, a alta tem sido puxada pelos óleos de palma e de soja – os dois mais importantes em termos de volume.

No caso da palma, o fortalecimento vem tanto de uma maior demanda nos mercados chinês e indiano, quanto de preocupações em relação ao impacto que o fortalecimento do El Niño deverá ter na produtividade dos dendezais do Sudeste Asiático.

Já no caso da soja e seus derivados o que eleva a cotação é a incerteza sobre a produção nos Estados Unidos. Embora, as projeções oficiais ainda sinalizem para uma colheita recorde da oleaginosa, algumas das regiões produtoras norte-americanas vem sendo atingidas por chuvas fortes, o que poderá ter impacto negativo na produtividade.

Além desses dois, os preços do óleo de canola/colza também têm subido em função do clima desfavorável nas regiões produtoras.

Geral

Apesar do fortalecimento nos mercados de óleos vegetais e de cereais, o Índice FAO manteve a trajetória de queda que já dura 16 meses contínuos. A queda foi puxada por baixas dos mercados de carnes (0,6%), laticínios (4,1%) e açúcar (6,6%).

Entre maio e junho, o indicador geral perdeu 0,9% fechando em 165,1 pontos – a última vez que o indicador esteve mais baixo foi em setembro de 2009. Desde junho do ano passado, a queda acumulada já é de 21%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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