A última vez em que o indicador da FAO para óleos fechou abaixo dos 150 pontos foi em fevereiro do ano passado
Embora tenha ficado mais suave, a tendência de queda nos preços internacionais dos óleos vegetais não se esgotou no mês passado. É o que mostram os números mais recentes sobre as variações nos preços dos alimentos que foram divulgados hoje (04) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo a agência da ONU, os óleos vegetais mais negociados nos mercados globais encerraram outubro custando, em média, 150,1 pontos. O valor está 1,6% abaixo do que havia sido registrado em setembro. Essa é a menor redução mensal nos preços da categoria desde que o mercado inverteu a trajetória.
Embora tenha ficado mais suave, a tendência de queda nos preços internacionais dos óleos vegetais não se esgotou no mês passado. É o que mostram os números mais recentes sobre as variações nos preços dos alimentos que foram divulgados hoje (04) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo a agência da ONU, os óleos vegetais mais negociados nos mercados globais encerraram outubro custando, em média, 150,1 pontos. O valor está 1,6% abaixo do que havia sido registrado em setembro. Essa é a menor redução mensal nos preços da categoria desde que o mercado inverteu a trajetória.
Depois de sete meses em queda, os preços dos óleos vegetais já perderam 40,4% do valor que tinham em março quanto atingiram a máxima histórica de 251,8 pontos. No momento, os preços se aproximam dos que eram praticados no mercado em fevereiro de 2021 quanto a média para o segmento estava ligeiramente abaixo dos 147,5 pontos.
Segundo a equipe da FAO, os óleos de palma, soja e de colza/canola sustentaram a baixa nos mercados apesar de uma alta nas cotações do óleo de girassol. Os países produtores de palma no Sudeste Asiático têm estoques significativos e vem passando por dificuldades para encontrar destino para volumes maiores de seu produto. As boas projeções para a produção de soja e a colza nesta temporada também têm mantido os preços sob pressão.
Esses fatores foram mais que suficientes para compensar um aumento nos preços do óleo de girassol causado pelo recrudescimento da Guerra Russo-Ucraniana que aumentou as incertezas sobre o futuro do corredor de exportação pelo Mar Negro.
Estabilidade
Apesar da queda nas cotações dos óleos vegetais ter sido acompanhada por outros três dos cinco indicadores que formam Índice FAO do Preço dos Alimentos, no mês passado os preços dos alimentos ficaram basicamente estáveis com uma retração menor que 0,06%.
O motivo foi uma alta de praticamente 3% nos preços dos cereais causada justamente pela piora nas condições geopolíticas.
No cômputo total, o indicador fechou o mês passado em 135,9 pontos retornando para o patamar do começo do ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com