Levantamento da FAO indica alta de 4,6% nos preços médios de uma cesta formada pelos 10 óleos mais comercializados mundo afora
A tendência altista que o mercado de óleos vegetais vem apresentando desde o mês de maio parece estar se acelerando. Segundo o levantamento mais recente publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em setembro os preços subiram mais 4,6%.
Comparados a um ano atrás, as cotações dos óleos vegetais já se valorizaram aproximadamente 17,8%. Isso trouxe os preços – segundo métrica adotada pelos técnicos da FAO – para a marca de 142,4 pontos. Trata-se do maior valor para a categoria desde o final de 2022.
Na época, o mercado internacional de óleos vegetais estava se recuperando depois do pico causado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra causou uma interrupção na oferta de óleo de girassol – o quarto mais consumido do mundo – elevando os preços internacionais para além da marca inédita dos 250 pontos.
A tendência altista que o mercado de óleos vegetais vem apresentando desde o mês de maio parece estar se acelerando. Segundo o levantamento mais recente publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em setembro os preços subiram mais 4,6%.
Comparados a um ano atrás, as cotações dos óleos vegetais já se valorizaram aproximadamente 17,8%. Isso trouxe os preços – segundo métrica adotada pelos técnicos da FAO – para a marca de 142,4 pontos. Trata-se do maior valor para a categoria desde o final de 2022.
Na época, o mercado internacional de óleos vegetais estava se recuperando depois do pico causado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra causou uma interrupção na oferta de óleo de girassol – o quarto mais consumido do mundo – elevando os preços internacionais para além da marca inédita dos 250 pontos.
A partir daí, contudo, os preços refluíram rapidamente. Em dezembro, o indicador já apontava 144,6 pontos. A queda continuou até junho do ano passado quando os preços atingiram 115,8 pontos e, depois, passaram a variar sem uma direção definida. Isso mudou em a partir de fevereiro deste ano quando se consolidou um viés de alta mais bem definido.
Alta generalizada
Segundo o relatório divulgado pela FAO, todos os quatro principais óleos em volume – palma, soja, colza e girassol – tiveram alta em setembro. A palma em função de uma produção mais fraca do que a esperada nos polos produtores do Sudeste Asiático; já as cotações do óleo de soja foram afetadas pelo esmagamento nos Estados Unidos.
Os óleos também não foram a única das cinco commodities acompanhadas pela FAO a registrar valorizações importantes em setembro – lácteos (3,8%), cereais (3%) e açúcar (10,4%) – também estivam pressionadas. Apenas o grupo das carnes (0,3%) teve relativa estabilidade.
No apurado geral, o Indice FAO que consolida todos os outros se valorizou um pouco mais que 3%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com