Cotações internacionais dos óleos vegetais seguem em queda, diz FAO
Segundo dados do Índice FAO, as cotações internacionais dos principais óleos vegetais cairam pelo quarto mês consecutivo.
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Os preços dos óleos vegetais continuam caindo e, em julho, registraram a quarta queda consecutiva.
A informação consta da mais recente edição do Índice FAO, publicada ontem (07) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
Os preços dos óleos vegetais continuam caindo e, em julho, registraram a quarta queda consecutiva. A informação consta da mais recente edição do Índice FAO, publicada ontem (07) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
No mês passado, a cotação dos principais óleos vegetais negociada nos mercados internacionais ficou, na média, em 181,1 pontos – retração de 4,1% em relação ao do mês anterior e de cerca de 3% quando comparado ao mesmo período um ano atrás. O índice de julho é também o menor deste ano.
Segundo os técnicos da FAO, esse contexto de queda deve-se, em grande parte, aos óleos de soja e de palma. A elevada disponibilidade de soja na América do Sul somada às boas perspectivas de colheita nos Estados Unidos têm puxado os preços da commodity para baixo. Já em relação ao óleo de palma, a cotação encontra-se em baixa em função de uma demanda global enfraquecida e das dificuldades que um dos principais produtores da oleaginosa – a Malásia – vem enfrentando por conta do fortalecimento de sua moeda (o ringgit) frente ao dólar.
Na esteira O novo deslize dos preços dos óleos vegetais no mercado mundial associado a um declínio pronunciado tanto das cotações dos cereais (pelo segundo mês consecutivo) como dos lacticínios derrubou por mais um mês índice geral.
Em julho, o indicativo elaborado a partir dos preços de cinco commodities alimentares – carnes, laticínios, cereais, óleos vegetais e açúcar – ficou, na média, em 203,9 pontos, queda de 2,1% em relação a junho e cerca de 1,7% quando comparado ao mesmo período em 2013. O índice de preços de alimentos registrado no mês passado mostrou-se ainda muito próximo do assinalado em janeiro – até o momento, o menor do ano.