Cotações dos óleos vegetais caem pelo 3º mês consecutivo, diz FAO
Segundo a edição de junho do Índice FAO, as cotações dos óleos vegetais nos mercados internacionais entraram em seu terceiro mês de queda.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Os óleos vegetais estão ficando mais baratos. É o que revela a nova edição do Índice FAO publicada ontem (03) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
A nova edição do índice revela uma queda de 3,3% nas cotações.
Os óleos vegetais estão ficando mais baratos. É o que revela a nova edição do Índice FAO publicada ontem (03) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
Pelo terceiro mês seguido, a cotação dos principais óleos vegetais negociada nos mercados internacionais caiu, fechando, na média, em 188,9 pontos. Esse índice representa uma queda de cerca de 3,3% em relação ao do mês anterior e de 2,4% quando comparado ao mesmo período de um ano atrás.
A pontuação assinalada pelos óleos vegetais em junho fica muito próxima ao patamar atingido em janeiro passado – o menor índice deste ano [ver gráfico]. Os preços subiram até março quando chegaram a 204,8 pontos e, desde então, vêm caindo.
Os técnicos da FAO atribuem esse resultado a uma combinação de elevada produção e moderada demanda pelo óleo de palma no mercado internacional. Em junho, as cotações do produto caíram pelo nono mês consecutivo.
Outros fatores que levaram a uma baixa do índice são a oferta abundante de óleo de soja na América do Sul e a projeção de um novo recorde de produção de soja na safra 2014/2015. Além disso, existe a perspectiva de uma ampla oferta de óleos de girassol e de colza também para 2014/15.
No geral A queda nos preços dos óleos vegetais no mercado mundial associada a um declínio acentuado da produção dos cereais arrastou o índice geral para baixo em junho.
No mês passado, o indicativo elaborado a partir dos preços de cinco commodities alimentares – carnes, laticínios, cereais, óleos vegetais e açúcar – ficou, na média, em 206 pontos, queda de 3,8 pontos percentuais em relação a maio e cerca de 6 pontos quando comparado ao mesmo período em 2013.
As cotações do açúcar e lacticínios também caíram, contudo foram quedas muito menos pronunciadas – respectivamente, 1,2 e 2,5 pontos percentuais. Já os preços da carne mantiveram-se estáveis.