Relatório de uma organização independente afirma que a nova Diretiva de Energias Renováveis da UE inclui provisões não corroboradas por evidências científicas.
As – inúmeras – controvérsias em torno do processo revisão da Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (RED II) acabam ganhar um novo capitulo. Segundo um relatório independente publicado na semana passada, a nova legislação inclui “várias provisões que não são completamente corroboradas por evidências”.
As – inúmeras – controvérsias em torno do processo revisão da Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (RED II) acabam ganhar um novo capitulo. Segundo um relatório independente publicado na semana passada, a nova legislação inclui “várias provisões que não são completamente corroboradas por evidências”.
O relatório foi elaborado pela equipe do Instituto de Avaliação de Impacto (IAI), organização belga que avalia os fundamentos científicos e/ou factuais de políticas públicas tanto em elaboração quanto em vigor.
Um dos pontos mais quentes nos debates sobre a RED II – que vai definir as metas da UE para o período posterior a 2020 – é a mudança de postura em relação aos biocombustíveis. Na diretiva original de 2009, os membros do bloco europeu ficavam obrigados chegar a 2020 usando, pelo menos, 10% de energias renováveis no setor de transportes. Grosso modo, os biocombustíveis foram a estratégia mais comum para atingir a meta.
Agora, os países europeus querem descontinuar o uso de biocombustíveis convencionais – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas como o etanol de cana ou de milho e o biodiesel. Primeiro, estes ficariam limitados a 7% do mix de energia do setor de transportes baixando para 3,8% a partir de 2030. A justificativa para essa guinada vem da alegação de que, quando levados em conta os impactos ambientais indiretos desses combustíveis, eles se tornam pouco vantajosos do ponto de vista das emissões de gases do efeito estufa (GEEs).
É sobre esse ponto que o novo relatório da IAI lança dúvidas. O documento afirma que a decisão de estabelecer um teto para os biocombustíveis foi tomada “sem analises que a apoiem e sem diferenciar entre a performance ambiental real dos [diferentes] biocombustíveis”.
Os pesquisadores também reclamam a falta de “metodologias robustas, transparentes e consolidadas” capazes de calcular de forma acurada as emissões de GEEs. “[De forma] que os atores tenham confiança nos resultados das provisões desta política”.
O relatório completo (em inglês) pode ser consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
As – inúmeras – controvérsias em torno do processo revisão da Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (RED II) acabam ganhar um novo capitulo. Segundo um relatório independente publicado na semana passada, a nova legislação inclui “várias provisões que não são completamente corroboradas por evidências”.
O relatório foi elaborado pela equipe do Instituto de Avaliação de Impacto (IAI), organização belga que avalia os fundamentos científicos e/ou factuais de políticas públicas tanto em elaboração quanto em vigor.
Um dos pontos mais quentes nos debates sobre a RED II – que vai definir as metas da UE para o período posterior a 2020 – é a mudança de postura em relação aos biocombustíveis. Na diretiva original de 2009, os membros do bloco europeu ficavam obrigados chegar a 2020 usando, pelo menos, 10% de energias renováveis no setor de transportes. Grosso modo, os biocombustíveis foram a estratégia mais comum para atingir a meta.
Agora, os países europeus querem descontinuar o uso de biocombustíveis convencionais – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas como o etanol de cana ou de milho e o biodiesel. Primeiro, estes ficariam limitados a 7% do mix de energia do setor de transportes baixando para 3,8% a partir de 2030. A justificativa para essa guinada vem da alegação de que, quando levados em conta os impactos ambientais indiretos desses combustíveis, eles se tornam pouco vantajosos do ponto de vista das emissões de gases do efeito estufa (GEEs).
É sobre esse ponto que o novo relatório da IAI lança dúvidas. O documento afirma que a decisão de estabelecer um teto para os biocombustíveis foi tomada “sem analises que a apoiem e sem diferenciar entre a performance ambiental real dos [diferentes] biocombustíveis”.
Os pesquisadores também reclamam a falta de “metodologias robustas, transparentes e consolidadas” capazes de calcular de forma acurada as emissões de GEEs. “[De forma] que os atores tenham confiança nos resultados das provisões desta política”.
O relatório completo (em inglês) pode ser consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com