

Os fabricantes da Europa iniciaram uma campanha de lobby para que a Comissão Europeia rejeite a lei que pretende limitar o consumo de biocombustíveis de primeira geração.

Os fabricantes de biocombustíveis da Europa estão partindo para o contra-ataque na tentativa de convencer os membros do Parlamento Europeu a rejeitarem a proposta que pretende limitar o consumo de biocombustíveis de 1ª geração. Como parte de sua ofensiva de lobby, as empresas e associações do setor estão inundando as caixas de entrada dos eurodeputados com emails alertando que, se aprovada, a nova legislação colocaria bilhões em investimentos e milhares de empregos em perigo.
De acordo com a agência de noticias especializada na cobertura de assuntos relacionado ao sistema de governo da União Europeia, EurActiv, alguns dos membros do parlamento europeu têm recebido até três mensagens por hora sobre o perigo de que a indústria se torne inviável.
A nova legislação modifica as regras da Diretriz de Energias Renováveis que a União Europeia (UE) aprovou em 2009. Ela estabelece que os estados-membros do bloco europeu terão até 2020 para que ao menos 10% da energia consumida no setor de transportes venha de fontes renováveis. A adoção de misturas mandatórias de biocombustíveis se tornou a principal estratégia adotada para atingir as metas – sendo o biodiesel o principal deles.
Se a nova regra for mesmo aprovada, o consumo de biocombustíveis convencionais só vai poder ser contado até chegar a 5% do total de energia consumida. O restante teria que ser atendido usando outras tecnologias como biocombustíveis da chamada 2ª geração – fabricados a partir de resíduos agrícolas ou matérias-primas sem valor alimentar.
Parte dos documentos ligados à contraofensiva de lobby da indústria de biocombustíveis chegava a afirmar que a medida “mataria a indústria” eliminando um total de 450 mil empregos que a cadeia sustenta.
No final do abril, a eurodeputada Corrine LePage apresentou um relatório que também torna mais duras as exigências sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis consumidos na Europa e, também, flerta com a ideia de limitar o consumo dos produtos de 1ª geração.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com