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Fabricantes europeus querem volta de tarifas contra biodiesel argentino

Os representantes dos fabricantes de biodiesel da União Europeia (UE) vão questionar a reabertura do mercado às exportações da Argentina. 
BiodieeselBR.com 2 min de leitura
Os fabricantes de biodiesel da União Europeia (UE) não pretendem deixar barato a reabertura do mercado às exportações da Argentina. A Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla em inglês) já está se preparando para apresentar um novo processo questionando as práticas comerciais adotadas por nosso país vizinho.

Os fabricantes de biodiesel da União Europeia (UE) não pretendem deixar barato a reabertura do mercado às exportações da Argentina. A Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla em inglês) já está se preparando para apresentar um novo processo questionando as práticas comerciais adotadas por nosso país vizinho.

Nessa quarta-feira (20), a UE atendeu a uma determinação da Organização Mundial de Comércio (OMC) e cortou substancialmente as tarifas antidumping que havia imposto em 2013 ao biocombustível produzido na Argentina. De uma faixa entre 22% a 25,7% para 4,5% até 8,1%.

Isso deve reabrir o mercado europeu às usinas da Argentina. Em 2013, quando as tarifas foram oficializadas, as exportações de biodiesel renderam mais de US$ 430 milhões.

Disputa

O mercado de biodiesel se tornou o ponto focal de um cabo de guerra comercial entre os países-membros da UE e a Argentina. Até 2013, o pais latino-americano foi o maior exportador do biocombustível para a UE.

Isso durou até agosto de 2012 quando a EBB apresentou uma queixa à Comissão Europeia na qual acusava o governo argentino de usar as tarifas de exportação para garantir que seu biocombustível chegasse ao mercado europeu com preços mais baixos do que o produto local. Foi esse processo que acabou levando a UE a tarifar o biodiesel da Argentina e da Indonésia no final de 2013.

Basicamente, a Casa Rosada cobra tarifas maiores da soja in natura do que dos produtos de maior valor agregado. Isso mantém que usas usinas tenham acesso a matérias-primas mais baratas que seus concorrentes.

A EBB quer repetir a dose. “O que provavelmente faremos e lançar um procedimento para questionar as distorções causadas por essas taxas diferenciadas de exportação [de matérias-primas versus produtos acabados]”, relação à Reuters o advogado da entidade, Olivier Prost.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters
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