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Europa aprova teto para biocombustíveis de 1ª geração

Em sua reunião plenária desta terça-feira (28), o Parlamento Europeu aprovou a proposta que fixou um teto para o uso de biocombustíveis de 1ª geração.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Acabou a novela. Em sua reunião plenária desta terça-feira (28), o Parlamento Europeu finalmente aprovou a proposta que fixou um teto para o uso de biocombustíveis de 1ª geração. A decisão de hoje coloca um ponto final numa controvérsia que já vinha se se arrastando há mais de dois anos e meio. 


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Acabou a novela. Em sua reunião plenária desta terça-feira (28), o Parlamento Europeu finalmente aprovou a proposta que fixou em 7% o teto para o uso de biocombustíveis de 1ª geração. A decisão de hoje coloca um ponto final numa controvérsia que já vinha se se arrastando há mais de dois anos e meio.

Há algumas semanas, já havia sinais de que o Europarlamento estava mais perto de um consenso quando o Comitê de Meio Ambiente passou a proposta por 51 votos a favor, 12 contra e uma abstenção.

A proposta mudou bastante no meio do caminho. Em suas primeiras versões, o texto aprovado hoje falava emendar a Diretiva 2009/28/CE – que estabelece uma política de energias renováveis comum a todos os países membros da União Europeia – para que apenas metade da meta de fazer o setor de transportes usar 10% de energia renovável até 2020 pudesse ser cumprida com base em biocombustíveis convencionais. Isso efetivamente colocaria o teto em 5%.

Evidentemente, os fabricantes de biocombustíveis não gostaram nada da ideia e iniciaram uma contraofensiva para tentar bloquear a proposta. Se o sucesso não foi total, eles pelo menos conseguiram aumentar um pouco sua margem de manobra dentro da nova regulação.

2ª geração
A ideia é que criando um teto para os biocombustíveis convencionais será criado um estímulo adicional para que a indústria avance em direção dos biocombustíveis de 2ª geração – produzidos a partir de biomassa residual de forma a não competir com outros usos já bem estabelecidos.

Os estados-membros da UE terão até 18 meses depois da publicação do novo texto para apresentarem planos nacionais de incentivo aos biocombustíveis avançados.

Final feliz?
Numa declaração conjunta, a European Biodiesel Board (EBB), a European Oilseed Alliance (EOA) e a Fediol – três das maiores entidades que representam o setor de biodiesel da Europa – se declararam “aliviadas” que tenha sido possível chegar a um acordo que, em sua opinião, “reconhece a importância do setor de biocombustíveis da UE e dos investimentos já feitos”.

“Nossa indústria está pronta para manter um diálogo franco e construtivo com todos os atores e vai se esforçar para melhorar continuamente a sustentabilidade do biodiesel de forma a contribuir com a descarbonização da UE na próxima década”, sinalizou o secretário-geral da EBB, Raffaello Garofalo.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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