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Testes apontam para viabilidade do uso comercial do B20

B20Tailandia 250714Uma rodada de testes conduzida pelo governo da Tailândia aponta para a viabilidade do uso de B20 em caminhões equipados com motores Euro3 ou mais antigos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Testes promovidos pelo Departamento de Desenvolvimento e Eficiência de Energia Alternativa da Tailândia chancelaram o uso comercial do B20 em  caminhões de grande porte.

Os resultados dos ensaios em laboratório e campo serão apresentados pelo Departamento ao novo governo do país asiático.

Testes promovidos pelo Departamento de Desenvolvimento e Eficiência de Energia Alternativa da Tailândia chancelaram o uso comercial do B20 em  caminhões de grande porte. Os resultados dos ensaios em laboratório e campo serão apresentados pelo Departamento ao novo governo do país asiático.

Realizados no segundo trimestre deste ano, com 24 veículos antigos equipados com o motores abaixo do padrão internacional Euro 3 (norma europeia criada em 2000 para o controle de emissões), os testes em campo mostraram que o uso de B20 refletiu numa redução de emissões por esse veículos. Cada um dos caminhões que participaram da rodada de testes percorreu um trajeto de cerca de 30 mil quilômetros. 

"A maioria dos grandes caminhões na Tailândia têm motores que não cumprem a norma Euro 3. Se o governo decidir lançar o B20, deverá apresentar opções alternativas para os motoristas", considera o diretor-geral adjunto do Departamento, Twarath Sutabutr. Segundo o diretor-geral, grandes caminhões respondem por 60% do diesel consumido na Tailândia – algo em torno de 30 milhões de litros por dia.

Subsídio
Para Sutabutr, a introdução de B20 seria um passo importante para incentivar o uso de biocombustíveis na Tailândia, principalmente após o governo ter sinalizado, no ano passado, a intenção de elevar a mistura obrigatória. 

O que bloqueia o lançamento comercial do B20 é o custo do biodiesel puro, cujo litro sai por entre 32 e 33 baht (cerca de US$ 1). Em compensação, o litro do diesel fica entre 25 e 26 baht (cerca de US$ 0,80). "A direção futura do B20 será uma decisão do novo governo", diz Sutabutr sugerindo que a diferença de preço poderia ser compensada com subsídios. 

No ano passado, o Departamento, em parceria com a Water Pacifico Co, provedora e fornecedora de serviços de energia local, realizou teste de campo com 40 pequenas e médias embarcações abastecidas com o B20. 

Os resultados foram considerados satisfatórios para as operações de pesca. Entretanto, como o diesel convencional é fortemente subsidiado pelos operadores de barcos de pesca – enquanto os canais para o fornecimento do B20 são muito complexos -, o projeto de desenvolver comercialmente o B20 acabou sendo arquivado.

Palma
Outra questão que deve ser levada em conta pelo governo em sua decisão de implementar ou não o B20 no país é a oferta de óleo de palma.

No ano passado, o governo havia decido elevar o patamar da mistura obrigatória de 5% para 7% em função da sobre oferta de óleo de palma. O objetivo era impedir que os altos estoques do produto produzissem quedas muito acentuadas na cotação da commodity.

Mas no final de 2013 a situação se inverteu. Com os dendezais apresentando baixa produtividade, o governo precisou não só rever sua decisão de introduzir o B7 no país, como estudou a possibilidade de reduzir a mistura vigente, para 4% de biodiesel.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Bangkok Post 
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