As projeções sobre a produção de biodiesel no Sudeste Asiático indicam crescimento entre 60% e 80% para a Malásia e de 16,5% na Indonésia.
As projeções a respeito da produção de biodiesel no Sudeste Asiático para este ano são bastante otimistas. Na Malásia, por exemplo, a expectativa é de que a mercado se expanda entre 60% e 80% em função da perspectiva de que o governo de Kuala Lumpur finalmente implemente o B10, medida que já vem sendo prometida – e adiada – há algum tempo. Já a Indonésia antecipa um crescimento de 16,5%.
As projeções a respeito da produção de biodiesel no Sudeste Asiático para este ano são bastante otimistas. Na Malásia, por exemplo, a expectativa é de que a mercado se expanda entre 60% e 80% em função da perspectiva de que o governo de Kuala Lumpur finalmente implemente o B10, medida que já vem sendo prometida – e adiada – há algum tempo. Já a Indonésia antecipa um crescimento de 16,5%.
Esses países são os dois maiores produtores globais de óleo de palma – com mais de 85% do mercado – e veem na indústria de biodiesel uma boa alternativa para estimular a demanda e aumentar a sustentação dos preços desta commodity.
No caso da Malásia, a produção deste ano deverá ficar entre 800 e 900 mil toneladas contra 500 mil toneladas no ano passado – quando vigorou o B7 –, segundo projeções da Associação Malaia do Biodiesel.
A implementação da nova mistura pelo país asiático se tornou uma novela que já se arrasta há mais de um ano. Originalmente, o aumento havia sido anunciado para acontecer no final de 2015, mas a pressão das montadoras de automóveis obrigou com o que o governo malaio recuasse iniciando uma queda de braço que ainda não foi completamente encerrada.
Testes
Para tentar acalmar os ânimos, o governo de Kuala Lumpur tem se empenhado em completar uma rodada de testes para comprovar que a nova mistura não causará problemas aos motores – não muito diferentes daqueles que Brasil está fazendo para abrir caminho para o B10 e o B15.
Uma dessas iniciativas foi uma viagem de 1.200 quilômetros de extensão, através da Ilha de Borneo, com carros exclusivamente abastecidos com B10 organizada pela Associação Malaia da Palma-de-Óleo (MPOB) para estudar a viabilidade da nova mistura em condições reais de uso.
Além da expedição, a MPOB também trabalhou me parceria com a Associação Japonesa de Fabricantes de Automóveis (Jama) que, em dezembro, publicou um documento no qual declara a viabilidade do uso de até 20% de biodiesel de óleo de palma em veículos equipados com motores do padrão Euro 4. Antes disso, a associação japonesa defendia que o teto para a mistura seria de 5%. A MPOB espera que esse novo posicionamento ajude a reduzir a resistência entre as montadoras de origem japonesa.
Indonésia
Embora menos extraordinário que o salto esperado pelo país vizinho em termos relativos, a Indonésia não deve fica muito atrás em termos absolutos. A expectativa é que a produção cresça em 500 mil toneladas – cerca de 16,5% – em relação ao nível de produção do ano anterior.
Jacarta tem metas ainda mais ambiciosas e tornou mais rigorosas as punições contra as distribuidoras que deixem de cumprir a mistura obrigatória de 20%.
Além disso, o país está estudando mudar o formado dos subsídios concedidos ao biodiesel. O valor seria menor por litro, mas, em compensação, um volume maior de biodiesel passaria a ser subsidiado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As projeções a respeito da produção de biodiesel no Sudeste Asiático para este ano são bastante otimistas. Na Malásia, por exemplo, a expectativa é de que a mercado se expanda entre 60% e 80% em função da perspectiva de que o governo de Kuala Lumpur finalmente implemente o B10, medida que já vem sendo prometida – e adiada – há algum tempo. Já a Indonésia antecipa um crescimento de 16,5%.
Esses países são os dois maiores produtores globais de óleo de palma – com mais de 85% do mercado – e veem na indústria de biodiesel uma boa alternativa para estimular a demanda e aumentar a sustentação dos preços desta commodity.
No caso da Malásia, a produção deste ano deverá ficar entre 800 e 900 mil toneladas contra 500 mil toneladas no ano passado – quando vigorou o B7 –, segundo projeções da Associação Malaia do Biodiesel.
A implementação da nova mistura pelo país asiático se tornou uma novela que já se arrasta há mais de um ano. Originalmente, o aumento havia sido anunciado para acontecer no final de 2015, mas a pressão das montadoras de automóveis obrigou com o que o governo malaio recuasse iniciando uma queda de braço que ainda não foi completamente encerrada.
Testes
Para tentar acalmar os ânimos, o governo de Kuala Lumpur tem se empenhado em completar uma rodada de testes para comprovar que a nova mistura não causará problemas aos motores – não muito diferentes daqueles que Brasil está fazendo para abrir caminho para o B10 e o B15.
Uma dessas iniciativas foi uma viagem de 1.200 quilômetros de extensão, através da Ilha de Borneo, com carros exclusivamente abastecidos com B10 organizada pela Associação Malaia da Palma-de-Óleo (MPOB) para estudar a viabilidade da nova mistura em condições reais de uso.
Além da expedição, a MPOB também trabalhou me parceria com a Associação Japonesa de Fabricantes de Automóveis (Jama) que, em dezembro, publicou um documento no qual declara a viabilidade do uso de até 20% de biodiesel de óleo de palma em veículos equipados com motores do padrão Euro 4. Antes disso, a associação japonesa defendia que o teto para a mistura seria de 5%. A MPOB espera que esse novo posicionamento ajude a reduzir a resistência entre as montadoras de origem japonesa.
Indonésia
Embora menos extraordinário que o salto esperado pelo país vizinho em termos relativos, a Indonésia não deve fica muito atrás em termos absolutos. A expectativa é que a produção cresça em 500 mil toneladas – cerca de 16,5% – em relação ao nível de produção do ano anterior.
Jacarta tem metas ainda mais ambiciosas e tornou mais rigorosas as punições contra as distribuidoras que deixem de cumprir a mistura obrigatória de 20%.
Além disso, o país está estudando mudar o formado dos subsídios concedidos ao biodiesel. O valor seria menor por litro, mas, em compensação, um volume maior de biodiesel passaria a ser subsidiado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com