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Indonésia produziu 3,6 bilhões de litros de biodiesel em 2016

Dados compilados pelo USDA, a Indonésia fabricou pouco mais de 3,6 bilhões de litros de biodiesel no ano passado colando no Brasil como segundo maior produtor mundial.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A Indonésia colou no Brasil na disputa pelo segundo lugar no ranking mundial de produtores de biodiesel. Segundo dados compilados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que foram divulgados ontem (26), as usinas do país asiático fabricaram pouco mais de 3,65 bilhões de litros de biocombustível. Meros 145 milhões de litros abaixo do volume fabricado pelo Brasil.

A Indonésia colou no Brasil na disputa pelo segundo lugar no ranking mundial de produtores de biodiesel. Segundo dados compilados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que foram divulgados ontem (26), as usinas do país asiático fabricaram pouco mais de 3,65 bilhões de litros de biocombustível. Meros 145 milhões de litros abaixo do volume fabricado pelo Brasil.

Foi o melhor resultado para o pais asiático num histórico que vem sendo mantido desde 2009 – quando 330 milhões de litros saíram das usinas indonésias.

Esse resultado é uma verdadeira virada de mesa para as usinas da Indonésia que sofreram com uma desaceleração brutal nas vendas em 2015 o que levou a produção a recuar de 3 bilhões de litros em 2014 para menos de 1,2 bilhão de litros.

A freada repentina pode ser explicada principalmente pela retração do mercado internacional. Até 2014, a indústria de biodiesel da Indonésia era muito dependente do mercado externo com vendas que chegaram a 1,8 bilhão de litros em 2013. Entre 2014 e 2015, no entanto, o volume exportado encolheu mais de 1 bilhão de litros de uma vez só.

O tombo no mercado internacional aconteceu depois que a União Europeia passou a tarifar o biocombustível fabricado na Indonésia e na Argentina.

E pode ser que as exportações da Indonésia sofram um novo revés nos próximos meses. Os Estados Unidos vêm estudando adotar restrições similares às da UE.

Mercado interno

O golpe só não será tão intenso porque, dessa vez, o que está puxando a expansão da indústria não é o mercado internacional, mas a própria demanda interna do país que ultrapassou, pela primeira vez, a marca dos 3 bilhões de litros em 2016 – praticamente o dobro do melhor resultado do mercado que havia sido registrado em 2014 com o consumo de 1,6 bilhão de litros.



O salto foi motivado por uma política ambiciosa de aumentos de mistura adotada por Jacarta. Em menos de dois anos, o percentual da mistura obrigatória dobrou indo de 10% no final de 2014 para 20% em 2016.

O país também lançou uma política de subsídio que usa recursos arrecadados com a exportação de óleo de palma e seus derivados e reforçou punições contra agentes de mercado que descumprissem as regras.

Não consolidado

Apesar desse crescimento vistoso, a situação do mercado ainda não está totalmente consolidada.

Projeções do Ministério de Energia e Recursos Minerais apontam que este ano, a demanda interna ficará em 2,8 bilhões de litros – 7% menos que em 2016 – o que deverá levar a uma redução no volume fabricado.

Para o ano que vem a expectativa é de estabilização tanto na demanda quanto na produção. Embora, para essa última, em patamares menores que os verificados recentemente.

Corrida apertada

Essa não é a primeira vez que a Indonésia ameaça a vice-liderança brasileira.

Em 2013, a diferença ficou em cerca de 115 milhões de litros menor do que no ano passado. Dessa vez, no entanto, a produção da Indonésia representou 96,2% do volume fabricado no Brasil. Essa é a menor diferença relativa entre ambos os países.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
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