

O conglomerado indústrial Sofiprotéol vai reestruturar seus negócios na área de produção de biodiesel. O grupo é dono de sete usinas na França.

A Sofiprotéol não está satisfeita com os resultados que a Diester Industrie – sua subsidiária que atua no segmento de biodiesel – vem apresentando. O conglomerado industrial francês, que atua principalmente nos setores de óleos e proteínas vegetais, anunciou ontem (04) que pretende reestruturar a área.
A Diester é dona de sete plantas de biodiesel na França. Uma delas será imediatamente fechada enquanto outra será convertida até o final do ano. Esta última e vai passar a usar gorduras animais e óleo de cozinha pós-consumo como suas principais matérias-primas, em substituição ao óleo de colza. A sede da empresa em Paris também será fechada e reacomodada no edifício onde hoje funciona a sede da Saipol – outra das filiais que pertencem ao grupo industrial. Esse seria um primeiro passo para a fusão entre as duas empresas.
“Vamos reduzir nossa capacidade de produção na França em 380 mil toneladas o que trará nossa capacidade total para 1,6 milhão de toneladas”, disse o CEO do grupo, Jean-Philippe Puig.
Em fevereiro, a Sofiproteol já havia promovido mudanças na estrutura da Diester ao encerrar uma joint venture entre sua filial e a Bunge na Diester Industrie International que controlava fábricas de biodiesel do grupo fora da França.
Segundo comunicado divulgado pela Sofiprotéol, as medidas fazem parte do planejamento estratégico do grupo que prevê uma maior integração entre as atividades de esmagamento e fabricação de biodiesel. Contudo, o contexto complicado para os negócios de biocombustíveis na Europa também foram mencionados como razões para a decisão. Os investimentos na subsidiária foram calculados com base em políticas estabelecidas pela União Europeia em 2009, que previam a adição de 10% de combustíveis renováveis aos combustíveis consumidos pela indústria de transportes até o ano de 2020.
No entanto, o bloco europeu vem discutindo a possibilidade de impor limites ao uso dos biocombustíveis de primeira geração.
Além disso, os lucros da Diester também vinha em queda. Embora as vendas em 2012 tenham se mantido em € 2,6 bilhões – praticamente repetindo o resultado de 2011 – as margens do negócio pioraram por causa da competição com o biodiesel importado mais barato.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Le Monde