

O Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) lamentou o retorno dos subsídios pagos ao biodiesel norte-americano.

No começo do ano o Senado dos Estados Unidos reinstalou o incentivo de um dólar pago por cada galão de biodiesel fabricado no país – o subsídio havia sido descontinuado no final de 2011. Nem todo mundo ficou contente. O Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) lamentou a decisão dizendo qualificando como “duvidosos” seus efeitos econômicos e ambientais.
O incentivo foi renovado retroativamente – o que significa que os fabricantes poderão receber por sua produção ao longo de 2012 – e terá validade até 31 de dezembro deste ano. Nas contas do IISD isso deverá custar aos contribuintes norte-americanos mais de US$ 2 bilhões. “Isso já seria irresponsável numa situação melhor, mas chega a ser escandalosa quando os norte-americanos estão lidando com um déficit crescente”, comentou o vice-presidente do instituto, Mark Halle, em nota divulgada à imprensa na última sexta-feira (04).
O IISD é uma organização internacional de origem canadense que se dedica a pesquisar os efeitos de políticas públicas com foco no desenvolvimento sustentável. Entre as ações que desenvolve está a Global Subsidies Initiative (GSI) uma campanha mundial que estuda as distorções e os impactos negativos provocados pela concessão de subsídios governamentais oferecidos aos diversos segmentos da indústria energética. Ela ainda pressiona pela descontinuação daqueles programas que afetam negativamente a sustentabilidade planetária – em especial daqueles dedicados às fontes fósseis.
“Não existe falta de evidência demonstrando que os subsídios costumam ser mal empregados e superdimensionados. O setor de energia é o exemplo mais chamativo”, diz Halle.
Como parte do GSI, a equipe do IISD publica uma serie sobre os incentivos aos biocombustíveis chamada “Biofuels – At What Cost?” (numa tradução literal: “Biocombustíveis – A Que Custo?”). Segundo os técnicos do IISD, evitar a emissão de uma tonelada de gás carbônico usando biocombustíveis chega a custar 33 vezes mais do que seria necessário para comprar créditos de carbono.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações assessoria IISD