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Em decisão preliminar, EUA reduz tarifas contra biodiesel da Argentina

Alívio ao biodiesel argentino viria da redução das taxas compensatórias. Tarifas antidumping não foram mexidas

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos deve fazer um pequeno aceno aos fabricantes de biodiesel da Argentina. Em decisão preliminar, a agência do governo norte-americano decidiu reduzir as tarifas compensatórias que vinham sendo cobradas desde outubro de 2017 sobre o biocombustível fabricado em nosso país vizinho.

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos deve fazer um pequeno aceno aos fabricantes de biodiesel da Argentina. Em decisão preliminar, a agência do governo norte-americano decidiu reduzir as tarifas compensatórias que vinham sendo cobradas desde outubro de 2017 sobre o biocombustível fabricado em nosso país vizinho.

Em novembro passado o Departamento de Comércio havia anunciado que revisaria as taxas por considerar que houve uma “mudança de circunstâncias”.

As tarifas antidumping, no entanto, não foram alteradas. Isso deve tornar essa decisão mais um ato simbólico de boa vontade do que uma reabertura real do mercado dos EUA às exportações das usinas argentinas.

Os cortes também ainda não são definitivos, qualquer decisão do Departamento do Comércio sobre as taxas cobradas do biodiesel argentino só se tornará definitiva a partir de setembro.

Vitória parcial

Mesmo que o impacto real da mudança seja limitado, o corte foi significativo. A tarifa compensatória acrescentava entre 71,4% e 72,3% ao preço final do biodiesel argentino, a partir de agora a alíquota máxima será de 10,3% sendo que exportações de biodiesel fabricado pelas usinas da Louis Dreyfus Company (LDC) ficarão isentas.

O problema é que, além das taxas compensatórias também são cobradas tarifas antidumping entre 60,4% e 86,4%. E essas não foram modificadas o que mantém a tarifa total entre 60,4% e 96,7% [veja tabela]. Antes, o teto era de 157,8%.

20190710 EUARevisaoTarifasArgentina TABELA

Efetiva ou não, os fabricantes norte-americanos de biodiesel não aprovaram a mudança. Segundo o vice-presidente de assuntos federais da Associação Nacional do Biodiesel (NBB, na sigla original), Kurt Kovarik, sua organização “discorda fortemente” a decisão do Departamento de Comércio. “A proposta do Departamento de Comércio de eliminar as proteções aos fabricantes de biodiesel e sojicultores dos Estados Unidos é difícil de compreender num período em que o governo Trump nos pede para suportar os enormes custos econômicos da guerra comercial”, critica. Desde que as tarifas foram impostas em 2017, os produtores locais vêm aumentando a produção e garantindo o abastecimento do mercado.

A NBB liderou o grupo de fabricantes responsável pela abertura do processo antidumping que levou à imposição de tarifas contra o biodiesel argentino.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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