A indústria de biodiesel da Argentina vem alternando anos muito bons e muito ruins com certa regularidade. Despois de um 2015 particularmente dolorido, 2016 vem se revelando como um ano realmente bom. Dados recém-divulgados mostram um aumento de 41,5% no nível de produção sobre o mesmo período do ano passado.
A indústria de biodiesel da Argentina vem alternando anos muito bons e muito ruins com certa regularidade. Despois de um 2015 particularmente dolorido, 2016 vem se revelando como um ano realmente bom. Dados recém-divulgados mostram um aumento de 41,5% no nível de produção sobre o mesmo período do ano passado.
Do começo do ano até agora já foram fabricadas mais de 1,1 milhão de toneladas do biocombustível. Esse foi o melhor resultado para um 1º semestre desde 2012 quando a produção ultrapassou a 1,4 milhão de toneladas.
Embora tenha começado de forma pouco promissora com o pior mês de janeiro de sua história, as usinas reagiram de forma consistente ao longo de todo o período a ponto de fechar o semestre com os melhores meses de maio e de junho – 251 e 261 milhões de litros respectivamente – em todo seu histórico.
No mês de junho, no entanto, o ritmo de expansão parece ter amainado um pouco. Ainda assim, pelos últimos cinco meses, o volume fabricado tem se mantido sempre acima de seus equivalentes em 2014 quando a indústria argentina registrou seu último recorde com 2,58 milhões de toneladas de biodiesel fabricados.
Exportações
A retomada tem muito a ver com a volta das usinas argentinas ao mercado internacional. Em 2013, a Argentina tomou um golpe duro ao ver as portas do mercado europeu se fecharem para seu biocombustível. O pais, no entanto, encontrou nos Estados Unidos um novo mercado.
Depois de assistir suas vendas externas caírem pela metade entre 2014 e 2015 – amargando o pior volume exportado desde 2008 –, as usinas estão vendo a demanda reengrenar.
Até o momento os embarques somam 589,7 milhares de toneladas. Aproximadamente uma vez e meia a mais do que em 2015.
Contudo, esse bom resultado pode não ser tão sólido quanto parece de saída. Bem mais de metade desse volume todo – 325,7 milhares de toneladas – só foi sair do país entre maio e junho. Nos quatro meses anteriores, o somatório das exportações estava em 263,9 mil toneladas. Ainda bem acima das 107,9 mil toneladas de 2015, mas nada extraordinário em termos históricos.
Enquanto o consumo no mercado externo disparou, as vendas internas estão reduzindo de marcha. No ano passando, a demanda interna – que pela primeira vez ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas consumidas –, foi a salvação para a indústria.
Já este ano ela vem apresentando variação negativa. De janeiro até agora, a demanda ficou 9,6% menor com um total de 475,5 mil toneladas contra 525,9 mil toneladas no ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A indústria de biodiesel da Argentina vem alternando anos muito bons e muito ruins com certa regularidade. Despois de um 2015 particularmente dolorido, 2016 vem se revelando como um ano realmente bom. Dados recém-divulgados mostram um aumento de 41,5% no nível de produção sobre o mesmo período do ano passado.
Do começo do ano até agora já foram fabricadas mais de 1,1 milhão de toneladas do biocombustível. Esse foi o melhor resultado para um 1º semestre desde 2012 quando a produção ultrapassou a 1,4 milhão de toneladas.
Embora tenha começado de forma pouco promissora com o pior mês de janeiro de sua história, as usinas reagiram de forma consistente ao longo de todo o período a ponto de fechar o semestre com os melhores meses de maio e de junho – 251 e 261 milhões de litros respectivamente – em todo seu histórico.
No mês de junho, no entanto, o ritmo de expansão parece ter amainado um pouco. Ainda assim, pelos últimos cinco meses, o volume fabricado tem se mantido sempre acima de seus equivalentes em 2014 quando a indústria argentina registrou seu último recorde com 2,58 milhões de toneladas de biodiesel fabricados.
Exportações
A retomada tem muito a ver com a volta das usinas argentinas ao mercado internacional. Em 2013, a Argentina tomou um golpe duro ao ver as portas do mercado europeu se fecharem para seu biocombustível. O pais, no entanto, encontrou nos Estados Unidos um novo mercado.
Depois de assistir suas vendas externas caírem pela metade entre 2014 e 2015 – amargando o pior volume exportado desde 2008 –, as usinas estão vendo a demanda reengrenar.
Até o momento os embarques somam 589,7 milhares de toneladas. Aproximadamente uma vez e meia a mais do que em 2015.
Contudo, esse bom resultado pode não ser tão sólido quanto parece de saída. Bem mais de metade desse volume todo – 325,7 milhares de toneladas – só foi sair do país entre maio e junho. Nos quatro meses anteriores, o somatório das exportações estava em 263,9 mil toneladas. Ainda bem acima das 107,9 mil toneladas de 2015, mas nada extraordinário em termos históricos.
Enquanto o consumo no mercado externo disparou, as vendas internas estão reduzindo de marcha. No ano passando, a demanda interna – que pela primeira vez ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas consumidas –, foi a salvação para a indústria.
Já este ano ela vem apresentando variação negativa. De janeiro até agora, a demanda ficou 9,6% menor com um total de 475,5 mil toneladas contra 525,9 mil toneladas no ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com