Colza mantém liderança no mercado alemão, diz Ufop
Um estudo da Ufop aponta que a colza vem se mantendo firme como matéria-prima mais consumida pela indústria de biodiesel da Alemanha.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Um estudo da Ufop aponta que a colza vem se mantendo firme como matéria-prima mais consumida pela indústria de biodiesel da Alemanha.
A colza vem se mantendo firme como matéria-prima mais consumida pela indústria do país berço do biodiesel, a Alemanha. A oleaginosa responde por 53% da produção. É o que revela um estudo realizado pela mais importante entidade representativa do segmento, a Union zur Förderung von Oel- und Proteinpflanzen e.V. (Ufop), a pedido do Greenpeace.
Enquanto a colza confirma seu reinado no topo do ranking, o óleo de palma equilibra-se na segunda posição, com 25%, e os óleos de coco e de soja dividem o terceiro lugar – ambos com 11% de participação. Para chegar a esse resultado, a Ufop recolheu amostras de 60 postos de abastecimento espalhados pela Alemanha.
Esse resultado revela o impacto da implementação das premissas da Diretiva de Energia Renováveis (2009/28/CE). O fato desta ter sido aplicada em consonância com a legislação alemã já em 2010 acelerou a introdução dos sistemas de certificação ISCC e REDcert. “Em função da não execução de sistemas de certificação nos demais estados membros da União Europeia ou em países da Ásia, da América do Sul, não havia nos anos de 2010 e 2011 outra matéria-prima certificada disponível, além da colza alemã”, diz o documento.
Segundo a Ufop, a Comissão Europeia já reconheceu 13 sistemas de certificação internacionais que, ao contrário do que ocorreu com a colza, não foram implementados de forma extensiva, contemplando todas as etapas do processo de produção do biodiesel. Focaram-se em plantações relevantes ou às áreas de cultivo de soja de empresas fornecedoras da matéria-prima.
A UFOP afirma que vem reforçando junto à Comissão Europeia a necessidade do estabelecimento de regras estritas para aprimorar a implementação, bem como o monitoramento, dos sistemas de certificação por parte das instituições certificadoras e autoridades competentes dos Estados membros.
A entidade alemã diz ainda que a Comissão Europeia e os membros do Parlamento Europeu devem reconhecer o papel pioneiro de biocombustíveis e impulsionar o desenvolvimento de sistemas de certificação em vez de ficar impondo propostas impraticáveis que acabam por conter o processo de implementação das certificações.
O documento (em inglês) pode ser conferido na íntegra clicando aqui.