Volumes exportados seguem elevados embora faturamento com as vendas caminhe na contramão
A despeito do impacto do coronavírus sobre alguns dos mercados globais mais importantes, as exportações brasileiras de glicerina encerraram o primeiro trimestre de 2020 em níveis bastante elevados. De acordo com dados do Ministério da Economia, em março saíram do país um pouco mais de 27 mil toneladas de glicerina loira e mais 10,7 mil toneladas de glicerina destilada. No total dos três primeiros meses do ano saíram do país um pouco mais que 113,1 milhares de toneladas de glicerina.
Este é o maior volume de glicerina exportada num primeiro trimestre e o terceiro maior no histórico mantido pelo governo brasileiro perdendo somente para o quarto trimestre do ano passado e para o quarto trimestre de 2018 – 123,1 e 116,1 mil toneladas respetivamente.
A despeito do impacto do coronavírus sobre alguns dos mercados globais mais importantes, as exportações brasileiras de glicerina encerraram o primeiro trimestre de 2020 em níveis bastante elevados. De acordo com dados do Ministério da Economia, em março saíram do país um pouco mais de 27 mil toneladas de glicerina loira e mais 10,7 mil toneladas de glicerina destilada. No total dos três primeiros meses do ano saíram do país um pouco mais que 113,1 milhares de toneladas de glicerina.
Este é o maior volume de glicerina exportada num primeiro trimestre e o terceiro maior no histórico mantido pelo governo brasileiro perdendo somente para o quarto trimestre do ano passado e para o quarto trimestre de 2018 – 123,1 e 116,1 mil toneladas respetivamente.
A China foi – de longe – o maior mercado para a glicerina brasileira absorvendo um total de 82,7 mil toneladas do coproduto – o equivalente a 73,1%. A demanda do país asiático aumentou em aproximadamente 6,9% na comparação com primeiro trimestre do ano passado.
Além da China, a glicerina brasileira chegou a 47 outros destinos que, juntos, consumiram 30,4 mil toneladas da substância. O avanço nesses outros mercados chegou a 16,7%.
Menor peso da glicerina destilada
Depois de ter aumentado substancialmente sua participação nas exportações brasileiras no ano passado quando encerrou o ano em aproximadamente 30,2%, a fatia da glicerina destilada no total exportado voltou a recuar fechando o último trimestre abaixo de 27,9%.
No começo deste ano, as vendas do produto destilado já se aproximam das 31,6 mil toneladas.
Não houve propriamente uma redução no volume exportado. Desde o quarto trimestre de 2018, os embarques de glicerina destilada têm se mantido numa faixa estreita em torno das 30 mil toneladas trimestrais – a maior demanda foi de 32,5 mil toneladas em 1T de 2019, enquanto a menor ficou com o 3T do ano passado quando as vendas somaram 28,5 mil toneladas.
Por outro lado, as exportações de glicerina bruta – também chamada pelas usinas de biodiesel de glicerina loira – avançaram mais rapidamente nos últimos meses. Entre janeiro e março de 2020, as vendas ficaram em 81,5 mil toneladas. O crescimento sobre o ano anterior foi de 15%.
Ganhos menores
O aumento nas vendas continua sem se refletir em maiores ganhos em dólar para os exportadores brasileiros. Nos três primeiros meses de 2020, as exportações renderam apenas US$ 22,2 milhões ao país.
Apesar do aumento do volume embarcado, o valor apurado ficou bem abaixo dos US$ 28,8 milhões registrados no 1T de 2019.
O motivo desta retração é a baixa persistente nos preços internacionais da glicerina que vem caindo de forma contínua desde o final do 1T de 2018.
Embora o processo de contração nos preços ainda não tenha se encerrado, desde agosto o mercado parece estar buscando um novo ponto de equilíbrio.
Em março, os preços da glicerina destilada voltaram ensaiar uma ligeira recuperação e fecharam em US$ 345,80 – alta de 0,7% sobre o valor médio de fevereiro. Isso encerra um período de quatro meses de queda.
O mesmo não foi visto no mercado de glicerina bruta que caiu mais 4,3% entre fevereiro e março. No mês passado, a tonelada do produto brasileiro foi negociada por US$ 132,07 a menor cotação mensal desde agosto de 2018 quando a substância bateu em US$ 123,79.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com