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Seminário divulga vantagens do B20 Metropolitano entre prefeitos

Realizado ontem (21), o seminário B20 Metropolitano divulgou as vantagens de misturas mairoes de biodiesel para representantes de 40 municípios.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Realizado ontem (21) em Brasília (DF), o seminário B20 Metropolitano – Mobilidade Sustentável para as Cidades Brasileiras revelou-se, antes de mais nada, um evento de natureza política. A ideia foi divulgar entre as prefeituras de algumas das maiores cidades brasileiras as vantagens potenciais de implementar misturas maiores de biodiesel. Organizado pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) em parceria com a Embrapa Agroenergia, o encontro atraiu representantes de 40 municípios, além de autoridades do governo federal e pesquisadores.


Realizado ontem (21) em Brasília (DF), o seminário B20 Metropolitano – Mobilidade Sustentável para as Cidades Brasileiras revelou-se, antes de mais nada, um evento de natureza política. A ideia foi divulgar entre as prefeituras de algumas das maiores cidades brasileiras as vantagens potenciais de implementar misturas maiores de biodiesel. Organizado pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) em parceria com a Embrapa Agroenergia, o encontro atraiu representantes de 40 municípios, além de autoridades do governo federal e pesquisadores.

“O principal objetivo desse encontro é precisamente sensibilizar as autoridades, gestores públicos e toda a sociedade para o uso de um combustível mais limpo que é o caso do biodiesel”, reconheceu o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski em entrevista concedida para a Rádio Nacional de Brasília.

O B20 Metropolitano não é bem uma proposta nova. Há um bom tempo que os fabricantes de biodiesel defendem que as cidades de grande porte – com de 500 mil habitantes ou mais – podem se beneficiar com a adição do B20 em suas respectivas frotas de transportes coletivos.

Apesar do biodiesel ainda ter um custo maior do que o diesel fóssil, ele reduz emissões de poluentes perigosos como o enxofre. “É um dos principais poluentes e afeta diretamente a saúde pública e toda a sociedade”, resume Tokarski defendendo que o aumento da mistura dos atuais 7% poderia gerar uma melhoria na qualidade de vida.

De acordo com Samya de Lara Pinheiro, doutora em medicina pela USP e pela Escola de Saúde Pública de Harvard, que proferiu a palestra de encerramento do seminário, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a poluição atmosférica está entre as 10 maiores causas de morte no mundo fazendo cerca de 3,5 milhões de vítimas anualmente. "Em São Paulo, por exemplo, estudos mostraram que, em 2011, foram 17,5 mil mortes e R$ 246 milhões representaram gastos públicos com hospitais e internações. Não existe limiar seguro para a saúde humana", alertou Samya acrescentando que, embora a saúde de toda população dos grandes centros urbanos seja impactada, crianças e idosos tendem a ser os mais duramente atingidos.

Segundo a Ubrabio, essas externalidades positivas poderiam compensar qualquer impacto negativo que o aumento da mistura pudesse vir a ter nas contas do sistema de transportes. Contudo, a entidade ressalta que a diferença entre preços já não é mais tão larga quanto já foi no passado e que, em algumas regiões brasileiras, o biodiesel poderia até ficar mais barato do que o diesel fóssil.

O superintendente de Abastecimento da ANP, Aurélio Amaral, ressalta que seria preciso levar em conta os efeitos tributários do uso do B20. “É necessário discutir com tranquilidade e maturidade todas essas questões e analisar seus efeitos colaterais para que possamos dar esse salto”, disse.

Efeito estufa

Tokarski acrescenta ainda que, além da melhoria na qualidade do ar, o biodiesel também reduz as emissões de gás carbônico em até 70% na comparação com o combustível fóssil.

Pelas contas da Ubrabio, apenas o uso do B7 pelo Brasil já evita o despejo 7,3 gigatoneladas de CO2 na atmosfera a cada ano. A adoção do B20 Metropolitano teria o potencial para evitar a emissão de outras 577,2 mil toneladas de gás carbônico anualmente.

“O biodiesel representa uma inovação tecnológica que já está totalmente pronta”, finaliza o executivo da Ubrabio.

Ouça aqui a entrevista de Donizete Tokarski:


Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Agência CNT de Notícias e EBC
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