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A oferta de metilato de sódio na América do Sul

CBBR2014 PedroBlanco_BAIXAA oferta de metilato de sódio na América do Sul foi o tema da palestra do gerente da Basf, Pedro Blanco, na Conferência BiodieselBR 2014.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
A oferta de metilato de sódio – catalisador mais usado pela indústria do biodiesel – na América do Sul foi o tema que perpassou a participação do gerente de marketing de químicos industriais da Basf, Pedro Blanco, na Conferência BiodieselBR 2014. No começo de 2012, a multinacional de origem alemã inaugurou em Guaratinguetá (SP) uma fábrica de metilato de sódio tem capacidade de fabricar 60 mil toneladas do produto por ano.

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A oferta de metilato de sódio – catalisador mais usado pela indústria do biodiesel – na América do Sul foi o tema que perpassou a participação do gerente de marketing de químicos industriais da Basf, Pedro Blanco, na Conferência BiodieselBR 2014. No começo de 2012, a multinacional de origem alemã inaugurou em Guaratinguetá (SP) uma fábrica de metilato de sódio tem capacidade de fabricar 60 mil toneladas do produto por ano.

Segundo palestrante, embora a evolução real da produção na América do Sul esteja aquém a projetada inicialmente pela Basf – pelas contas da companhia a produção sul-americana deveria ter sido de 7,8 bilhões de litros no ano passado mas encerrou o ano com apenas 5,2 bilhões de litros fabricados. O problema foi causado principalmente pelo impacto gerado nas exportações argentinas depois que a União Europeia passou a tarifar o biodiesel fabricado por nossos vizinhos como resultado de um processo antidumping.

“Temos um certo gap entre as nossas projeções anteriores e o realizado”, resume apontando o gap deverá continuar relativamente grande até 2016 quando começa chega num ponto de inflexão e começa a ficar mais discreto. Segundo as projeções revisadas, em 2020 a região deverá fabricar 10,7 bilhões de litros de biodiesel – cerca de 1,4 bilhões de litros a menos que nas estimativas iniciais. “Tivermos queda nas previsões de crescimento econômico, especialmente na Argentina”, pontuou.

Recentemente, a indústria argentina começou a dar sinais de melhora em sua atividade exportadora conseguindo recuperar parte do terreno perdido. Contudo, Pedro se mostra cauteloso quanto as perspectivas de retomada do mercado europeu que, recentemente, começou a recuar em seu apoio ao uso de biocombustíveis de primeira geração como o biodiesel e etanol em suas políticas de mitigação para as mudanças climáticas. 

Segundo o gerente de marketing, o que tem ajudado a compensar as perdas no país vizinho é o bom desempenho do setor no Brasil.  

Apesar do consumo um pouco mais frio do que o inicialmente previsto, o palestrante destacou a importância de ter garantido o fornecimento local dos insumos utilizados pela indústria. “Vai ser cada vez mais importante você ter fornecimento local, o metilato pode até não ser um produto consumido em grandes volumes, mas crescimento da indústria exige produção local”, analisa. Ele pontua ainda que tanto no Brasil quanto na Argentina é bastante comum que greves gerem atrasos substanciais na liberação de produtos importados o que, em casos mais graves, poderia levar a uma paralização na produção da indústria.

Nesse ponto ele destaca o papel que a fábrica de metilato da Basf em Guaratinguetá vem desempenhando. “Temos capacidade para abastecer a demanda até do B7 aqui do Brasil e, até o momento, não tivemos nenhum acidente nem devolução de produto por problemas de especificação”, alegra-se. E garante que não é por falta de metilato que o PNPB vai parar. “Hoje até um B10 a gente poderia fornecer localmente complementando com importações dependendo da região do Brasil”, assegura. 

Isso não significa que a Basf não esteja de olho em melhorias. “A gente está de olho no mercado com um produto de qualidade de fornecimento garantido e também estamos abertos para otimizar a logística reduzir o custo dos insumos para a cadeia como um todo”, complementa. Ele aponta para o trabalho da Fundação Espaço Eco inaugurado em 2005 pela companhia para colaborar no desenvolvimento de estudos de ecoeficiência no uso de produtos químicos. “Estamos abertos a dar suporte e trabalhar juntos”, completa 

Ele também destaca que o biodiesel tem demonstrado benefícios pouco observados e divulgados pelo setor – até para própria indústria do petróleo que, em tese, teria tudo para não gostar do biocombustível. “Quando você tem menos petróleo indo para o diesel, sobra mais para a produção de nafta e de petroquímicos de maior valor agregado”, finaliza.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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